PARADIGMAS ILKAGES - CAP 4

Horas mais tarde, o caça de Fred entrava no sistema solar Ilkage.
- Chegamos. Você verá um gigante gasoso mais na periferia do sistema e outro, um pouco menor, com uma órbita irregular, inclinado, próximo à órbita de Ilkage. É este corpo celeste o responsável por alterar o eixo do planeta para onde vamos, de modo a um hemisfério sempre ser verão e o outro inverno. - narrou a holograma.
- Aff... estou muito cansado... No relógio desta nave, que horas são?
- Já passam das 23h.
- Vamos pousar num fuso parecido. Qual a duração do dia aqui?
- É relativamente rápido. Só dura 20h.
- Ok. Vamos pousar onde seria, agora, 19h.
- Preferência para algum hemisfério?
- Vamos tentar o sul. Se a população fica no hemisfério norte...
Porém, ao se aproximar do lado escuro do planeta, Fred observou:
- Ei! O que é aquele brilho ao sul?
- Parecem... explosões. - detectou Tess.
- Ué? No sul? Os habitantes não ficam no norte?
- Depois de 4000 anos você acha que eles continuariam somente lá? Tempos de achar um lugar mais pacífico. Talvez um deserto.
- Tá louca! Vou morrer de sede!
Tess suspirou em visível desânimo:
- Ai, Fred... realmente não prestou atenção: a Contra-Chave não tem o formato de copo à toa: ele produz água ou o líquido de sua preferência à vontade. Ele é um mini-sintetizador.
- Caramba! Nossa tecnologia evoluiu até esse ponto? Estou admirado! - comentou disfarçando.
- Pfffff... Então? Pra onde vamos?
- Tem... uma ilha um pouco abaixo do equador. Acho que ficaremos bem lá.
- Como quiser, "mestre dos planos"... - respondeu sarcástica.
O caça pousou. Ao abrir a cabine, Tess pediu que Fred pegasse uma bolsa esverdeada num painel..
- O que é isso?
- Você verá, gostosão. Vamos sair daqui.
Fred mantinha a T.E.S. em seu braço. Levava consigo uma pequena mochila, com alguns pertences, incluindo o copo. Tão logo saíram, o caça levantou voo.
- Já programei o caça. Ele voltará tão logo tenha acabado de se reabastecer. - explicou Tess.
- E esta bolsa esverdeada. Espero que seja comida, pois estou faminto.
Tess riu:
- Nada tão simplório. Coloque no chão e a esmague com seu pé.
A fazer isso, um líquido gelatinoso de cor verde fosforescente vazou e foi absorvido pelo chão.
- E o que é isso? Adubo de Tangamandapio? - perguntou usando uma expressão irônica de seu país natal, tão antiga que mais ninguém lembrava como isso surgiu num programa de comédia mexicano.
- Não, muchacho: o líquido estava cheio de nano-robôs. Eles vão penetrar na terra e criar um abrigo camuflado para você viver durante os meses que passar aqui.
- Ah! Que bom! Espero encontrar lá dentro, então, um sintetizador de alimentos para que eu mate a fome assim que entrar.
- Pela madrugada! Você só reclama. Eu vou ensina-lo a como obter comid...
Fred fez um sinal de silêncio. Ouviu-se vozes.
- Devem ser nativos! Consegue traduzir? - perguntou cochichando.
- Preciso de alguns minutos até conseguir aprender a língua deles! - cochichou Tess de volta.
- O abrigo?
- Só fica pronto daqui a uma hora.
E as vozes estavam cada vez mais próximas...


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