CHEGADA NO PARAÍSO - CAP 27

- Devemos deixá-los? - perguntou Cássia.
- Não podemos. Temos que ir ao fundo disso o quanto antes. - respondeu Xandro.
O trio se aproximou. Logo o casal os viu.
- Xandro! Alaústre! Cássia! Por favor! Venham! Hoje é um dia maravilhoso!!! - saudou Adam.
- Desculpem-nos incomodar neste momento... - pediu desculpas Xandro.
- Não se preocupem. Estávamos já pensando em quem chamar para serem os padrinhos de nosso casamento. - respondeu Layana.
Xandro não pôde deixar de soltar um "Hã???". Cássia remendou:
- Nós não sabíamos que vocês se gostavam tanto...
- Nos sempre nos amamos. Desde Rikker 4. - respondeu Adam.
Todos estavam chocados. Alaústre tentou verbalizar o que todos queriam perguntar:
- Mas... Roger...
Layana tomou a frente:
- Um coitado, que eu queria muito ajudar. Eu devia ter pensado mais em mim. Mas agora... - e olhou feliz para Adam.
- Vocês não deviam descansar?
Quem chamou à realidade era Donis Mirdoff. O casal concordou e entrou, deixando Donis ali com o grupo de investigadores. Ele parecia satisfeito.
- Senhor Mirdoff, sabia da paixão deles? - perguntou Cássia.
- Juro que não sabia. Eu vivia lamentando minha filha ser apaixonada por aquele traste do marido dela. Mas Catarina os convenceu a assumir esse romance que tinham. Fiquei muito feliz.
- Catarina??? Ela esteve aqui ontem? - perguntou Xandro desconfiado.
- Sim. Ela foi conversar em particular com Adam e ela no quarto. Quando saíram de lá, estavam resolvidos a assumir tudo. Ela é uma ótima psicóloga afinal das contas.
Ninguém tinha mais falas. Era tudo muito novo.
- Eu vou entrar. Preciso cuidar dos dois pombinhos...
Donis entrou e Xandro sentou-se:
- Nada disso faz sentido! Pelo que conhecia Layana, ela era apaixonada por Roger. Agora isso. Não faz sentido...
Alaústre parecia pensativo:
- Assim como Adam não contar que viu Maruska...
Cássia pareceu ter pescado algo na fala do amigo de Xandro:
- No que você está pensando?
- E se Catarina for a pessoa com poderes que estamos procurando.
Xandro negou:
- Não é. Já apertei a mão dela algumas vezes.
- Não. Você está apenas dizendo que não se lembra de sentir poderes nela, não é?
- Sim... E daí?
- E se essa lembrança foi esquecida deliberadamente?
Xandro estranhou:
- Como eu posso conseguir me esquecer de algo de propósito?
- Eu não disse que você se esqueceu de propósito. Eu disse que a lembrança foi esquecida deliberadamente.
Xandro deu de ombros:
- E qual a diferença?
- A diferença é que, na primeira hipótese, você é o sujeito ativo da ação. Na segunda, é o passivo.
Ninguém entendeu nada.
- O que você está querendo dizer? - perguntou Cássia.
- Pensem: nossos poderes têm algo a ver com quem somos: eu sou geólogo e minha magia é sobre o elemento terra. Xandro é cientista e tem o poder de sentir o poder das outras pessoas. Cássia...
Alaústre pareceu ter perdido um pouco o fio da meada ao perceber isso:
- Espere! Cássia, por que você teria poder sobre o elemento ar?
Na verdade, desde que se tornara suprabreto, Cássia tinha uma enorme ânsia de liberdade. Sempre quis se sentir leve, livre. Nunca pensara nisso antes, mas não podia dar mutos detalhes de seu segredo.
- Acho que sempre apreciei respirar ar puro, voar em aeronaves, mas onde você quer chegar?
- Que Catarina é psicóloga, logo...
Xandro entendeu:
- Catarina pode ter poderes psíquicos!

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