CHEGADA NO PARAÍSO - CAP 26

Ainda era madrugada, porém, a claridade que anunciava o dia começava o surgir no céu. Maruska permanecia sentada sobre a relva, do lado de um pequeno conjunto de árvores à beira do precipício. O pequeno Zorus dormia em seu colo. Estava muito cansado.
Um barulho ao longe. Com cuidado, mas com firmeza, a mãe escondeu seu filho entre as árvores. Logo surgiu uma figura conhecida.
- Leonard!!! - disse correndo em sua direção e o abraçando.
- Vocês estão bem? - perguntou o novo prefeito.
-Sim! Mas como sabia onde nos encontrar?
- O cavalo que trouxe vocês até aqui, assim como aquele que saiu no meio da noite carregando bonecos de pano para enganar o povo da cidade, foram treinados. O seu traria você até este lugar, bem ao sul da cidade onde ninguém tem coragem de vir, mas ainda bem distante das montanhas dos mantícoras.
- Mas... como você conhece tão bem bem a região? E por que treinou os cavalos para isso?
Leonard fechou a cara.
- Nada disso é importante agora. Precisamos esconder vocês num local seguro até resolvermos tudo isso. - dito isso, caminhou até seu cavalo.
- Onde? - perguntou a moça.
Leonard voltou com uma corda comprida e enrolada.
- Vou descer vocês dois pela beira do precipício. Neste lugar ele não é muito profundo, embora a neblina a esta hora ainda cubra um pouco o chão.
- É seguro lá?
- Sim. Todas as criaturas mágicas deste planeta evitam esse lugar, embora não exista nada nele. E os aldeões acham este lugar amaldiçoado devido aos mortos que jogamos na ravina assim que chegamos..
- Como você sabe que não existe nada lá??? - assustou-se Maruska.
- Apenas sei, tá legal? - respondeu impaciente.
Maruska olhou para baixa, angustiada. Leonard moderou seu tom de voz.
- Um dia vou explicar tudo para você. Prometo.
A moça abraçou novamente o líder:
- Você sabe que sou inocente, não é?
- Disso eu tenho certeza!
Leonard então amarrou a cintura de Maruska. Ela abraçou Zorus, que ainda permanecia sonolento. Com todo cuidado, seu salvador começou a descer mãe e filho.
Estavam pesados, mas o político usava de todas as suas forças para manter seus amados seguros. Em determinado momento, eles pareceram leves como plumas.
- Devem ter chegado ao fundo. - pensou Leonard e soltou a corda.
Porém, ao fazer isso, a corda escapou com tudo e um grito se ouviu. Leonard correu para agarrar a corda, mas era tarde. O grito cessara no silêncio da noite e a corda já estava frouxa.
- MARUSKAAAAA!!! MARUSKA!!!
Nada. O silêncio dos mortos.
Leonard caiu de joelhos e começou a chorar desesperadamente. Quando pôde se conter, gritou:
- EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ! FOI VOCÊ QUEM FEZ ISSO!!!
Amanhecia e Xandro terminava seu café quando Alaústre adentrou sua casa.
- Xandro, já está pronto?
- Você está ansioso, não é?
- E não é para estar? Parece que todo mundo ficou louco de vez...
Cássia deu um risinho enquanto o alquimista acabava de entornar uma xícara de leite. Colocou na mesa e disse:
- Vamos!
A casa de Layana ficava próxima.
- Lá está a casa dos Mirdoffs. - apontou Xandro.
- Layana e Adam estão ali no alpendre. - observou Cássia.
Xandro voltou-se para seus amigos, indignado.
- Que absurdo! Layana não devia sair assim neste frio. Ela ainda está se curando...
Porém, Xandro percebeu que seus amigos, repentinamente, ficaram com expressões estupefatas. Olhou de volta para a casa e também ficou perplexo com o que viu: Adam e Layana num grande beijo de paixão.

0 comentários:

Postar um comentário

ANTES DE COMENTAR:

- não escreva em CAIXA ALTA;
- não divulgue links;
- não escreva com miguxês, internetês e similares;
- respeite as opiniões apresentadas.

Obrigado.

 
T.E.C. © 2010 | Designed by Trucks, in collaboration with MW3, Broadway Tickets, and Distubed Tour | Customized by Sybylla