CHEGADA NO PARAÍSO - CAP 23

Aquela notícia pegara Xandro e Cássia completamente de surpresa.
- Mas... mas... como isso pôde acontecer??? - indagou o alquimista.
- Ninguém sabe. O último a ver o prefeito foi o capitão Amaranto. - continuou Alaústre.
- Amaranto? - questionou Cássia.
- Sim. Ele pediu a um serviçal que passaria pela delegacia chamar o capitão para que esse comparecesse à prefeitura.
- E o que disse Amaranto? - perguntou Xandro.
- Aí é que está. Ninguém mais o viu depois disso. E Leonard já inflamou o povo com um discurso prometendo que iria fazer o "bruxo" responsável pagar pelo crime contra o prefeito e contra Roger...
- Leonard não perde uma oportunidade para ganhar prestígio. Ainda mais agora que é o prefeito de fato... - indignou-se Xandro.
- E Catarina? Por acaso você a viu? - perguntou Cássia.
Alaústre coçou a cabeça. Pensou bem.
- Não... depois que foi anunciada a morte do prefeito, não mais a vi. Mas também não a procurei.
- Xandro, precisamos achar Catarina para esclarecer isso! - objetivou Cássia.
Xandro estava pensativo. Respondeu:
- Eu sei... mas por que Amaranto sumiu?
- Talvez ele tenha visto quem matou o prefeito e foi atrás. - sugeriu Alaústre.
- Pode ser... mas isso levanta outra pergunta: se o mesmo bruxo que matou Roger também matou Kintê, o que liga estas duas mortes? Kintê é uma figura política, deve ter seus inimigos, mas Roger era completamente isolado.
- Não será esperando aqui que a resposta chegará a nós. - impeliu Cássia.
- Está certa. Vamos.
Xandro e Cássia despediram-se de Layana. Esta agradeceu a Alaústre por avisar os amigos, mesmo este não podendo ficar. Adam ainda se prontificou a levar Xandro aonde ele precisasse ir, mas o biólogo recomendou ao ex-soldado que permanecesse ao lado da viúva naquele momento.
Fora da casa, discutiram seu plano de ação:
- O que faremos agora? - perguntou Alaústre.
- Primeiro vamos até a casa de Leonard. - propôs Xandro.
- E se ela não estiver lá?
- Perguntamos a Leonard o que sabe sobre a morte do prefeito.
O trio então apertou o passo em direção à vila. O entardecer estava próximo e não havia um minuto a perder.
Alguns minutos depois, alguém bateu à porta da casa dos Mirdoff. Donis foi atender.
- Boa noite. É aqui o velório? - perguntou a visita.
Donis estava com seu mau-humor atenuado devido ao cansaço. Assim, respondeu:
- Sim. Mas não sabia que a senhora conhecia ele...
- Ele sempre me evitou em Rikker 4, não sei por quê. Mas dar os pêsames é obrigação de toda primeira dama. - respondeu Catarina.

CONTINUA


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