CHEGADA NO PARAÍSO - CAP 22

A chuva começava a passar quando Adam e Xandro chegaram à casa de Layana para o velório. Muitos vizinhos já haviam chegado e Cássia  se encarregara de servir chá aos presentes pois Layana mal podia sair da cama.
- Como está indo, Cássia? - perguntou Xandro.
- Está indo tudo bem. Ninguém sabia que Roger era... especial. Assim, todos que se importavam vieram visitar.
- E como está Layana? - perguntou Adam.
- Deitada. Tentei dar algo para ela comer, mas ela se recusa.
- Vou tentar ajudar. Deixe-me levar uma travessa de frutas.
- Há algumas na cozinha. É por ali.
Adam se pôs na direção indicada, deixando o bioquímico e sua esposa a sós.
- Falaram com Amaranto?
- Sim. Mas ele se negou a ajudar pois eu disse que Roger era quem era...
- Você precisava dizer. Só assim se pode descobrir o assassino.
- Eu sei...
- Você ainda pode falar com o prefeito Kintê.
- Adam e eu já fomos falar com ele, e é isso que está me incomodando mais...
- O que houve?
- Maruska estava lá e disse que viu Catarina chegar toda molhada logo depois do incidente...
- Então ela...
- Aí é que está: já cumprimentei-a algumas vezes, mas não me lembro de detectar poderes nela.
- Então ela deve ter se molhado com alguma outra coisa.
- Pode ser, mas o próprio marido dela, Leonard, pareceu desconfiar que ela seja a culpada. Espero que não tenhamos criado uma "caça às bruxas" com vítimas inocentes...
- Não pense nisso agora. Vamos velar Roger.
Xandro e Cássia voltaram para a sala. Esta não estava muito cheia pois não existiam muitos vizinhos por perto. Alaústre havia seguido para a cidade para avisar aos outros. Num canto, Donis Mirdoff permanecia carrancudo.
- Sr. Mirdoff. Meus pêsames. - cumprimentou uma das visitas.
O velho somente levantava a mão, como desprezando o cumprimento. Sozinho, Xandro e Cássia o abordaram.
- Onde está o pequeno Ralf, sr. Mirdoff.
- Brincando sozinho no quarto.
- O senhor não falou nada desde que contei que Roger havia morrido... - mencionou Cássia.
- Aquele traste só serviu para fazer minha filha sofrer. Já foi tarde... - respondeu sombrio.
Neste momento, Alaústre cruzou a porta.
- Xandro! Cássia! Preciso falar com vocês.
O grupo saiu para o alpendre.
- Algum problema, Alaústre? - perguntou Cássia.
- Um bem grande. Acabo de voltar da cidade. Está uma loucura lá.
- O que houve? - estranhou Xandro.
- O prefeito Kintê: ele morreu afogado!


EM VIRTUDE DE FORÇA MAIOR, ESTE CONTO CONTINUA EM ABRIL

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