CHEGADA NO PARAÍSO - CAP 7

Cássia acordou cansada. Após o ataque do basilisco, Leonard recomendou que se formasse novamente a coluna de sobreviventes. Caminharam por mais 10 quilômetros na direção sudoeste, se afastando um pouco do precipício.
A luz das luas iluminava relativamente bem e logo o grupo parou numa clareira numa leve subida.
Porém, ao acordar, ela levou um susto: uma espécie de macaco albino com focinho de cachorro a observava atentamente.
- Ai! - gritou Cássia pulando para trás.
Nisso, uma rajada de vento surgiu do nada, jogando o pequeno animal um pouco longe. Assustado, o animal desapareceu na paisagem.
- O que aconteceu, querida? - acudiu Xandro.
- Nada. Foi só um macaco branco que me assustou.
- O quê?! Vou reclamar com quem está tomando conta! Você poderia ter sido atacada!
- Não, Xandro! Deixa pra lá! - disse Cássia tentando se levantar, mas caindo em seguida.
Xandro imediatamente a acudiu.
- Tudo bem?
- Sim... foi só aquele cansaço de novo...
- Querida, você pode ter contraído uma doença deste mundo. Ontem, toda vez que ventava, você parecia ficar cansada.
- Não é nada, Xandro. Eu me sinto perfeitamente bem. Pare de se preocupar tanto.
- Você faria a mesma coisa por mim. Você sempre se manteve ao meu lado, querida...
- É mesmo... - disse com um olhar triste.
- Casa das Verdadeiras Atrizes. Bom dia. - saudou um holograma recepcionista.
- Bom dia. Quero sua melhor suprabreto. - respondeu o homem em roupas formais.
- Certamente. O senhor sabe como funcionam os nossos serviços?
- Sim. Por uma hora e meia, uma moça irá interpretar o papel que eu designar para que eu realize minha fantasia sexual.
- Confirmado. Temos algumas fantasias populares como o herói que salva um planeta, um solitário jogador da antiga Las Vegas, um gangster espacial...
- Eu gostaria de explicar pessoalmente à suprabreto que irá interpretar a minha história.
- Como o senhor quiser, mas assim que encontrá-la, seu limite de uma hora e meia começará a correr. Eis as garotas que nós temos para o senhor. - e, dito isso, o holograma foi substituído por várias fotos nuas de mulheres.
- Como eu já havia especificado antes, quero a profissional com a melhor capacidade de atuação.
Foi selecionada uma das mulheres e seu respectivo nome. Uma porta de metal à frente se abriu.
- Sua suprabreto o aguarda no estúdio 9.
O homem passou pela porta. Um longo corredor se mostrou à sua frente com portas bem distanciadas. Finalmente chegou à porta com um número 9. Entrou. Uma bela moça, usando apenas um pequeno biquíni o aguardava, próxima a um terminal de computador.
- Bom dia! Meu nome é Cássia. É um prazer conhece-lo senhor...? - cumprimentou a moça com simpatia.
- Donis Mirdoff.
- Bom, senhor Mirdoff, qual é sua fantasia? Como posso interpretá-la para o senhor?
- Coloque um vestido. Tente me conquistar, mas sem tentar me seduzir. Algo mais inocente.
- Pois não. Qual cenário eu devo programar?
- Nenhum. Apenas faça de conta que você não me conhece e me encontrou aqui por acaso.
- Como quiser. - respondeu com um belo sorriso.
Cássia entrou por uma porta que dava num pequeno camarim e logo saiu vestida.
- Olá! Vejo que você está tão perdido aqui como eu. - disse ela, começando a interpretar o seu papel.
- Verdade. O que você faz aqui? - continuou Donis interpretando também.
- Eu soube que estavam procurando atrizes por aqui. Nunca imaginei que eram suprabretos que eles procuravam... - e riu inocentemente.
- Verdade. Mas as suprabretos também são atrizes. Criaram até esta expressão para elas por serem supra subretos (melhores atrizes em esperanto II).
- Elas são, no fundo, prostitutas que colocaram mais glamour em suas profissões ao interpretarem fantasias de seus clientes como verdadeiras atrizes profissioanis. Eu nunca pensei em fazer esse tipo de coisa... - respondeu com certo rubor no rosto.
- E onde você se formou atriz?
- Pelo Instituto de Belas Artes de Pandora II. E o senhor? Está procurando por uma... suprabreto? - perguntou disfarçando a voz.
Donis começou a aplaudir.
- E já achei. Parabéns, Cássia. As recomendações que tive de você estão à sua altura. Realmente interpretas como ninguém!
A moça colocou as duas mãos no vestido.
- Obrigada, Donis. Quer que eu tire minha roupa agora?
- Não vai ser necessário. Eu quero você trabalhando para mim.
Nisso, o semblante da menina caiu.
- Então o senhor é algum caça taletos, não é? Eu gostaria muito de sair daqui, mas o meu contrato é muito caro... nenhuma empresa de entretenimento já se dispôs a pagar a minha multa contratual. Há atrizes melhores do que eu aí fora...
- Mas você gosta do que você faz aqui?
- Eu odeio! Mas quando assinei meu contrato de exclusividade por dez anos, foi para pagar um tratamento caríssimo para o meu noivo. Depois que ele ficou curado, nunca mais quis me ver...
Nisso, Donis ativou seu holocelular de pulso. Fez alguns gestos rápidos e desligou o aparelho.
- Bom, sua multa contratual já está paga. É uma mulher livre agora.
A mulher assustou.
- O quê? Está brincando comigo?
- Não estou. Cheque no seu painel.
A suprabreto foi até seu terminal. Realmente, seu contrato acabara de se rescindir e aguardava a posição dela se queria renovar o mesmo ou não.
- Mas por quê...
- Apenas quero que você trabalhe para mim.
Ela ficou triste:
- Como sua suprabreto particular?
- Não... não vou negar que é um serviço que não exija qualidades de uma suprabreto, mas não é nada tão indigno e só preciso de você nos próximos 2 anos, contra os 5 que você ainda teria que cumprir aqui.
- O senhor já pagou minha multa. Eu não precisaria trabalhar para o senhor.
- Verdade. Não é obrigada. Mas tenho orgulho de dizer que tenho bom olhos conhecer uma pessoa. E acredito que este meu ato de generosidade não passará sem um ato seu de gratidão.
- Eu... não sei...
- Tome o meu cartão. Quando você decidir, procure-me.
- Achamos um rio! - Leonard gritou.
- Já era tempo! Estou precisando de um banho! - disse Layana.
Leonard fez um gesto para parar.
- Não é bom nos banharmos neste rio. Pode haver alguma criatura perigosa nele. - recomendou o líder de sobrevivência.
- E vamos achar o quê? Uma sereia? - caçoou Alaústre.
- Do jeito que as coisas andam, eu não duvidaria... - comentou o Capitão.
- Xandro, você consegue descobrir se é seguro beber esta água? - continuou o líder.
- Eu não sei... - aproximou-se.
O cientista mergulhou suas mãos. Pareceu sentir algo. Imediatamente disse:
- A água é segura para se beber!
- Como tem certeza? - perguntou o tenente Amaranto.
- Eu... apenas sei! É instintivo.
O capitão tomou a frente:
- Bom, não temos muito o que possamos fazer. Se as pessoas não beberem agora, logo vão começar a cair por desidratação.
Toda a coluna começou a beber do rio. Amaranto tinha tanta sede que, praticamente, enfiava sua cabeça dentro d'água. Porém, Roger não queria beber.
- Pode estar envenenada!
- Por favor, querido. Beba só um pouco. Por mim.
Cássia viu aquilo e olhou para seu marido, que bebia a água, quase que saboreando-a.
- Mensagem para você, Cássia! - anunciou o holograma da casa assim que ela chegou.
- Pode exibir. - pediu a mestra.
Era a imagem de Donis Mirdoff.
- Querida, hoje nossos sistemas comerciais informaram que Xandro adquiriu alianças de noivado. Provavelmente hoje ele irá pedir a sua mão. Assim, é hora de você executar nosso plano: vai dizer a ele que foi escalada para a nossa expedição e está muito feliz com isso.
Cássia ficou um pouco animada. Vestiu uma roupa confortável de dormir e, ao mesmo tempo, bastante sexy. Ela queria que tudo terminasse logo para que ela pudesse curtir sua liberdade. Quando Xandro acordasse em Andrômeda, diriam a ele que Cássia morrera por um problema no sistema de manutenção de vida.
Porém, ao mesmo tempo, ela sentia certa tristeza. Xandro era uma pessoa muito bacana. Sentiria saudades dele.
Assim que seu convidado entrou, Cássia colocou o plano em ação. Manteve seu papel diante da cara de tristeza que Xandro exibiu ao ouvir sua notícia.
- E então, Xandro? O que queria falar comigo?
- Eu... nada. Preciso ir. Eu só quis passar aqui para lhe desejar boa noite antes de eu seguir para meu apê em Boston...
- Ah... Boa noite, então. - respondeu como se não soubesse de nada.
- Acho que já é hora de tirar as ataduras, querida. - disse Xandro saindo de perto do rio.
- Será que minhas mãos já estão boas, Xandro? - perguntou Cássia.
- Sim. Foi sorte, nesta queda que tivemos, você só ter machucado as mãos.
- Mais sorte ainda existir um estoque pronto de ataduras e creme curativo.
Xandro começou a desenrolar as ataduras. Quando finalmente havia tirado, começou a jogar água na mão de Cássia para limpar o excesso de creme.
Porém, foi aí que algo estranho aconteceu: ao tocar na mão de Cássia, a expressão no rosto de Xandro mudou completamente, indo do carinhoso, ao assustado.
- O que foi? Alguma coisa errada com minha mão?
- Xandro olhou nos olhos de sua esposa. Estava assustado. Logo levantou:
- Não é nada. Vamos voltar à nossa caminhada.
Cássia olhou para sua mão. Realmente não havia nada estranho. A cicatrização ocorrera normalmente e não parecia ter deslocado nada. Então o que assustara Xandro?
Leonard retomara a caminhada. Já havia superado a subida e agora desciam na direção de um grande platô. O cenário permanecia o mesmo: blankarbos (nome dado às plantas brancas), algumas plantas desconhecidas e um grande volume de plantas e animais terrestres.
De repente, algo chamou a atenção de todos: pôde-se ouvir o rugido de um leão!
Leonard deu sinal a todos para pararem. Amaranto já estava à frente com seu arco preparado.
Embora o silêncio fosse imperativo naquela situação, o barulho só cessou depois que todos da equipe de sobrevivência ordenaram silêncio.
Leonard buscava freneticamente pelo animal na planície, mas não o encontrava. A grama não era alta, então onde podia estar o animal? Temia que atacasse o final da coluna de pessoas.
Então a resposta veio da fala inocente de uma criança.
- Lá em cima, mamãe!
Todos olharam para cima e o pavor tomou conta de todos: no alto podia-se ver uma criatura voadora com cabeça humana, corpo de leão, asas de morcego e cauda de escorpião.
- Um manticora!!! - gritou alguém.
Leonard viu à frente um animal parecido com aquele que chegou perto de Cássia, correndo desesperado pela planície. Tentou entrar uma floresta ali perto, mas não teve tempo: o manticora o agarrou com seus dentes e se foi embora com sua presa em direção ao sul.
O silêncio dominou por mais alguns minutos, até que a criatura desapareceu. O primeiro a falar foi o Capitão:
- Leonard, quanto mais andamos, mais temos surpresas desagradáveis.
- Precisamos sair daqui, pois esta pode ser uma área de caça desta criatura.
- Para onde, então?
- Vamos seguir o rio até chegar numa área de grande descampado longe de florestas. Poderemos então levantar um acampamento.
- De acordo...
Um pouco atrás estavam Cássia e Xandro.
- O que acha, Xandro? - perguntou sua esposa.
- Sim... está bem... - respondeu friamente, querendo se afastar.
Isso feriu os sentimentos de Cássia. Ela se sentia mais sozinha do que nunca. Ela não precisava estar ali, tão longe de seu plante, em outra galáxia.
Na verdade, Xandro já agira assim antes. Depois de dizer que iria na expedição, Xandro se afastou dela.
Inicialmente ela ficou um pouco triste por perder a companhia do namorado, mas o tempo ainda estava correndo. E quando a expedição partisse, ela ficaria livre com ou sem Xandro indo nesta viagem.
- Você devia ir se despedir dele, Cássia... - sugeriu Donis durante um videofone.
- Não que eu queira cair fora, mas não acha melhor procurar outro cientista? Ele não parece querer ir.
- Ele é o melhor na área da bioquímica e xenobiologia. Preciso do melhor.
- Tudo bem... vou falar com ele amanhã... - falou um um leve desapontamento.
Donis percebeu:
- Está gostando dele? Se estiver, pode vir junto.
- Ora! Claro que não! Só estou com um pouco... de pena. Mas não deixarei meu profissionalismo de lado!
- Bom ouvir isso. Boa noite.
No dia seguinte, Cássia aguardava o professor bem ao lado do seu transporte. Naquele dia havia um feriado  e o local estava todo deserto. Xandro, como todo professor caxias, vinha dar plantão de dúvidas, mesmo sabendo que aluno algum compareceria.
Foi enquanto aguardava que Cássia foi abordada por alguém que ela não viu chegar.
- Ora se não é a Cássia!
Ela olhou. Ali estava um Markariano, uma raça humanóide muito parecida com a humana, tendo somente a cor da pele arroxeada, maços de pêlos pelo rosto e óculos escuros e luvas de couro para proteger os olhos e mãos de pele sensíveis.
- Conheço você?
- Não, mas já vi você trabalhando como suprabreto na Casa das Verdadeiras Atrizes.
Cássia ficou assustada. Aquele alienígena podia contar a Xandro quem ela era. E, mesmo que não fosse com Xandro, não queria decepcioná-lo com a verdade.
- Olha, eu deixei de ser. Agora estou esperando meu namorado.
Porém, com grande agilidade, o markariano agarrou a mulher e encostou uma lâmina em seu pescoço.
- Sabe qual é minha fantasia?... - sussurrou o alienígena no ouvido da moça.
- As câmeras dos satélites estão registrando tudo! A polícia já deve estar vindo!
- Sua boba... as câmeras já reconheceram que você é uma suprabreto. Neste caso, a polícia não faz nada pois acha que se trata de mais uma atuação!
- Mas já encerrei meu contrato!
- Mas sua foto fica nos registros por 5 anos, caso você queira iniciar seu próprio "negócio"!
Cássia começou a chorar. Sabia desta triste realidade. Muitas suprabretos acabavam presas para sempre em sua profissão, mesmo tentando largar dela.
- Por favor. Não me machuque. Eu vou com você para realizar a sua fantasia.
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI???
Era a voz de Xandro, furiosa. Ele veio feito um raio quando viu aquela cena.
- Quem é você? - indagou o alienígena.
- Eu sou o cara que vai esmurrar essa sua cara roxa até ficar preta!
Imediatamente o markariano soltou Cássia.
- Desculpe! Eu não quero encrenca com humanos! Adeus! - e saiu correndo.
Cássia estava no chão chorando. Xandro a acudiu.
- Será que eu nunca vou ter paz nesta vida??? - soluçava.
Xandro a abraçou e disse:
- Eu vou com você para a sua nova vida!...
Já anoitecia novamente por onde a coluna de pessoas passava. Xandro permanecia distante, e isso apertava o coração de Cássia. Talvez ali, naquele planeta, Cássia pudesse começar vida nova distante de seu passado. O problema é que aquela vida só fazia sentido para ela se estivesse com Xandro, por quem acabou se apaixonando.
Os ventos ficavam cada vez piores à medida que o tempo passava. Num determinado momento, começou a ficar difícil de caminhar e a tendência era piorar, embora não parecesse que o tempo estivesse fechado.
- Leonard, precisamos abrigar a todos! - gritou o capitão.
- Naquela caverna! Amaranto, vá ver se ela é segura! - ordenou o líder da equipe de sobrevivência.
Enquanto esperavam Amaranto voltar, a ventania piorava. Cássia sentou-se. Estava muito cansada e só queria chorar. Por isso, ela se afastou um pouco do grupo.
Ela já estava quase desmaiando, quando ouviu uma voz:
- Cássia, sou eu! Pare!
Esta ordem surpreendeu a moça. De repente, a ventania começou a ficar suave.
- Xandro! Do que você está falando?
- Do vento. Ele é obra sua, não é?
A moça ficou ainda mais surpresa.
- Como assim???
Xandro sentou-se calmamente ao lado dela.
- Você tem poder sobre o vento. É por isso que você está sentindo cansaço a cada vez que venta.
Cássia ficava cada vez mais perplexa:
- Você comeu alguma grama alienígena, Xandro???
- Tente se concentrar. Acho que você consegue.
- Xandro, eu...
- Vai! Tenta!
Cássia pensou em vento, mas nada aconteceu.
- Já pensei. Não...
- Se concentre! Limpe sua mente e imagine uma brisa suave no seu rosto.
Cássia tentou de novo. Limpou a mente e imaginou uma brisa suave refrescando seu rosto. De repente, uma brisa tocou seu rosto, assustando-a e cessando o vento de imediato.
- Isso só pode ser coincidência!
- Então imagine do mesmo modo a brisa na direção contrária.
Repetiu a operação. A brisa tocou sua nuca. Sua expressão demonstrava surpresa e descrença.
- Agora imagine um mini redemoinho bem na minha frente.
E o redemoinho tornou-se real.
- Eu não posso acreditar! Como isso pode estar acontecendo??? - tentou levantar-se assustada.
Antes que pudesse, Xandro a segurou pelo braço.
- É por que eu também tenho um poder: sentir o poder nas coisas que toco.
Cássia começou a acalmar devido à curiosidade.
- Então...
- Foi assim que descobri que o rio não oferecia perigo e senti seu poder quando toquei em suas mãos. Estou tentando digerir isso desde que descobri esse poder em você.
- Por isso você estava tão estranho comigo. Eu achei que você não gostava mais de mim...
- Deixar de gostar de você? Nunca! - e deu um beijinho na testa de sua esposa.
O casal se abraçou:
- Xandro, o que está acontecendo?
- Eu só sei que comecei a sentir estes poderes quando chegamos aqui. O resto nós vamos descobrir! Prometo!
Amaranto já voltava da caverna.
- Senhores, a caverna é segura.
- Parou o vento. Acho que podemos dormir aqui fora. Caso volte a ventar, entramos na caverna. - respondeu Leonard.
- Tudo bem. Vou montar guarda no primeiro turno.
Amaranto seguiu até uma pedra alta ali para fazer sua vigia. O tempo esfriara um pouco e começou a sentir frio dos dedos.
- Não posso ser pego com a mão assim. Isso iria reduzir meu tempo de resposta e poderia ser fatal.- falou consigo mesmo.
Tirou um par de luvas do bolso. O mesmo par de luvas usado pelo markariano...

CONTINUA




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