CORES BARULHENTAS - CAP 31

Três meses se passaram. O ouro trazido pelos humanos foi suficiente para comprar as primeiras naves da humanidade na Confederação. Muitos permaneceram em Banol, dada a hospitalidade Kabraq. Seria algo temporário até que os humanos pudessem comprar mais naves.
Com todos os humanos desembarcados, Roger terminou seu preparativos para levar as naves humanas para fora da Confederação.
Roger havia obtido provisões que seriam suficientes para sustentá-lo para o resto de sua vida. Como havia muito espaço nas naves, armazenar não foi difícil. Durante o último embarque de provisões, Roger recebeu uma inesperada visita:
- Rosa! Seja bem-vinda!
- Oi, Roger. Soube que é hoje que você irá nos deixar.
- Sim... vou procurar por outro planeta habitável pra mim. Já tenho os mapas que indicam qual é o território da Confederação e onde posso fazer minha busca.
- É muito injusto tudo isso.
- Deixa para lá. Mas eu estou vendo que o filho do meu amigo está pra nascer!
Rosa deu um pequeno sorriso.
- Verdade. Deve estar nascendo daqui a duas semanas.
- Já tem um nome?
- Se for menina, vou chamar de Alexandra. Em homenagem ao Alex, que ficou na Terra...
- Esse cara não merecia vir. Mas você disse "se". Quer dizer então que não sabe o sexo da criança? - Roger mudou de assunto.
- Não tive tempo de ver. E, aqui, eu não confio muito nos aparelhos médicos dos Kabraqs.
Neste momento, um dos pazenvs que fazia o embarque veio falar com Roger e Rosa. Falava com um sotaque bastante engraçado.
- Senhor Roger, já está tudo pronto. Senhorita Rosa, podemos partir.
- Já estamos terminando aqui. Podem esperar em sua nave. - respondeu o humano.
O pazenv partiu.
- Até que eles aprenderam rápido a nossa língua. - comentou Roger.
- Eu vi que os pazenvs são muito estudiosos. Além disso, todos na Confederação estão comentando como o português é uma língua fácil.- explicou Rosa.
- O irônico disso tudo é que o português era considerado uma das línguas mais difíceis da Terra...
Rosa então abraçou o rapaz.
- Eu queria agradecer de novo por tudo o que você fez por mim e por todos nós. Você é um herói.
- Foi o C.G.Mex quem realmente se sacrificou por nós...
- Eu só segui seu plano, mestre Roger. - respondeu uma voz eletrônica.
Rosa estranhou e começou a procurar pelo robô.
- C.G.Mex? Ele não havia sido destruído?
- E foi. Mas teve tempo de transferir sua memória para o núcleo da nave. - sorriu o rapaz.
- Que bom! Você não está completamente sozinho. - disse Rosa feliz.
- Não. E um dia vou conseguir reconstruí-lo. - respondeu confiante.
- Bom, preciso ir. Espero revê-lo um dia.
- Quem sabe?
A mulher grávida enfim embarcou na nave de apoio. Queria contar que se o filho fosse um menino se chamaria Roger, mas acabou não tendo coragem de contar.
Finalmente a nave de Roger partiu. Graças à boa vontade dos Kabraqs, conseguira instalar motores de hiperespaço nas naves. Não eram muito rápidos: perfaziam apenas meio ano-luz ao dia, mas era bem mais rápido que os motores sub-luz originais.
- C.G.Mex, vamos procurar por um planeta bem próximo ao meu. - disse o rapaz, já no hiperespaço.
- Sim, senhor. Para que o senhor possa viver.
- Isso e algo mais.
- Algo mais?
Roger então mostrou um vaso que guardava perto do painel.
- Olha o que eu achei em um dos vasos.
Os sensores da nave deram a resposta à inteligência artificial ali instalada:
- Um broto?
- Sim. Nossos planos não foram totalmente destruídos. - respondeu com um sorriso malicioso.
- Vai começar tudo de novo... - respondeu a voz eletrônica.

FIM

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