CORES BARULHENTAS - CAP 29

Tão logo deixou o humano e o robô na nave, Nespler retornou e selecionou uma equipe de soldados de sua confiança. Ele sabia que, se o plano desse certo, teria que ser o primeiro a atender o pedido de ajuda dos ilkages invasores. Só assim ele poderia garantir que a nave fosse interditada, ganhando tempo para pedir ajuda ao comando da Confederação.
Assim, ele não saiu de perto da estação de comunicação de sua nave. Aparentemente, a noção de tempo se estica praticamente em todas as raças do universo durante momentos de ansiedade.
O tempo passava e nada acontecia. A única coisa que restava ao militar era rezar a seus Deuses Gentis.
Finalmente algo aconteceu. O painel de comunicação sinalizou uma chamada. Antes que o oficial encarregado pudesse averiguar, Nespler perguntou incisivo:
- O que está dizendo o chamado?
- Os ilkages enviados pelo almirante-chefe. Estão enviando um pedido de ajud...
- Ajuda? Estou enviando meu batalhão imediatamente!!!
Em menos de 5 minutos, uma nave tripulada por 10 Kabraqs e Nespler deixou o hangar. Embora um batalhão de outra raça pudesse ir usando máscaras de oxigênio, convenientemente foi justificado que somente foram enviados Kabraqs por estes serem imunes a todos os venenos conhecidos.
Com cuidado, a equipe entrou na nave. Lentamente foram encontrando ilkages desmaiados. Alguns permaneciam encolhidos, gritando ao ver a cor amarela da pele dos soldados.
Finalmente, Nespler encontrou o humano, sentado e triste perto do que parecia ser seu velho robô. Sem conhecer a língua do humano e sem o robô para traduzir, Nespler se limitou a fazer o sinal de reverência de sua raça: cruzar os braços colocando os punhos fechados nos ombros.
Roger entendeu que aquele sinal era de respeito. Se levantou e repetiu o sinal para ele e para seu falecido amigo C.G.Mex.
Neste momento, um soldado entrou. Ele trazia, escoltado, um outro humano.
- Almirante, este humano foi encontrado vagando pelos corredores.
Foi quando Roger se deu conta de um fato: os humanos da nave só acordariam quando não houvesse mais sua erva na nave. Com a destruição delas, o sistema começou a ativar, automaticamente, o sistema de reanimação dos viajantes. Conforme sua programação, o primeiro seria uma pessoa de sua maior confiança para o momento da chegada: seu pai.
Roger não falou nada. Apenas se limitou a correr e abraçar ao seu progenitor.
- Filho, o que está acontecendo?
- Almirante, o que devemos fazer? - perguntou o soldado.
- Vamos sair com os homens do almirante-chefe. Precisamos colocar a nave em quarentena até receber ordens do alto-comando.
- Mais alguma coisa senhor?
Nespler olhou para a dupla de humanos. Continuavam abraçados.
- Chame QnuBo pelo rádio. Precisamos de algumas explicações...

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