Análise de livro - Setor 27, O Segredo do Imperador

O arqueólogo espacial retornava à sua nave após um longo período em campo. Aquele homem de cerca de 30 anos, já tinha cabelos brancos. Fosse seu DNA, fossem as aventuras nas quais participava, seus lisos cabelos continham mechas de idade.
Chegou cansado, mas não o suficiente para não ver seu filho. Passou pela cozinha, onde sua esposa, novamente, brigava com a mãe, uma senhora idosa de pequena estatura que teimava saber o que era melhor para ela.
Ao chegar ao quarto, encontrou seu filho, de apenas oito anos, brincando sozinho. Ao ver o pai, a pequena criança de cabelos crespos e negros nem levantou a cabeça:
- Você demorou...
O arqueólogo sentia saudades do filho. Tinha condições de levar ele e sua família em suas expedições, mas nunca mais o fez depois que sua criança foi picada por uma venenosa formiga bareliana. Seu filho quase morreu, e, depois disto, desenvolveu uma forte fobia a insetos.
- Eu sei, mas as pessoas gostam de ouvir histórias. Você gosta de histórias, não gosta?
- Gosto...
- Então, por que não conta pro papai o que você leu enquanto estava fora?
- Li Setor 27, O Segredo do Imperador. De Daniel Pedrosa. – disse seu filho, demostrando interesse na conversa.
- E como é a história?
O garoto abriu um sorriso e começou a contar:
- É sobre um advogado que se envolve num atentado numa usina chamada Itaipú. Ele começa a investigar junto com a ex-namorada e começa a descobrir segredos importantes. É muito legal!
- Hum... Lembra livros como Código da Vinci de Dan Brown?
- Sim! E lá fala de um monte de lugares que existiam na Terra. Aqueles lugares existiam mesmo?
- Sim, meu filho.
- Que legal! Será que o escritor, Daniel Pedrosa, viajava para todos aqueles lugares para escrever os livros?
- Acho que sim. Não estudei sua história ainda.
- Pai, achava que você sabia tudo sobre a Terra!... – desapontou-se o menino.
- Na vida a gente sempre aprende, filho. É isso que mais gosto de fazer.
As feições do menino caíram um pouco.
- É por isso que você fica longe da gente?...
O arqueólogo queria muito dizer que queria levar seu filho junto, mas nem mesmo podia mencionar a idéia. Só de falar que queria levá-lo, certa vez, o garoto quase desmaiou. Morria de medo destes lugares.
- Acho que vou ler seu livro. Você me empolgou. – disse o pai mudando de assunto.
- Veja se descobre quem é o culpado. Eu consegui! – respondeu o menino contente novamente.
- Você é esperto feito um Ilkage, meu filho. – elogiou o pai.
O pai levantou a coberta da cama do garoto. Ele sabia que era hora de deitar-se.
- E tem uma hora que eu achei errado o raciocínio do herói, quando ele manda o amigo dele mandar e-mail para todos os hotéis de uma cidade lá para despistar. Aí é que iam desconfiar e achar mais rápido. E também achei estranho quando o herói machucou a perna: ele sangrou muito tempo embaixo d'água, sob altas pressões, e saiu vivo a tempo de fazer um curativo. – disse o menino pulando na cama.
- É mesmo? – sorriu o pai.
- Mas o livro é legal. Só isso, e algumas situações que eu não consegui entender o que estava falando. – disse o menino enquanto era coberto pelo pai.
- Talvez quando você estiver mais crescido você entenda melhor. – e beijou a testa do menino.
O pai deu boa noite e saiu. O menino ficou triste, lembrando como era ruim ver pouco o pai.
- Quando eu crescer, eu juro que nunca vou seguir a profissão do meu pai e nem vou ficar viajando pela galáxia! – pensou.
Assim fechou os olhos e dormiu o pequeno Silas Carvalho.

1 comentários:

  1. Puba disse...:

    Muito criativa a pequena história que faz uma ligação com a infância de Silas.

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