Análise de livro - O Senhor dos Mortos

-Não! Não! - gemia a pequena criança zortar.
-Cambrelo! Está tudo bem?
A serva Avlaca, da raça dos servonos, era uma experiente babá. Cuidara de várias gerações de líderes do clã Javirt. Naquela noite, seu sono leve lhe permitiu acordar ao ouvir os gemidos do amigo de Spocarina.
-Tudo bem! Só tive um pesadelo... - explicou Cambrelo assustado.
-Assutado... Vamos acender as luzes.
Avlaca tocou em uma das paredes com uma de suas 4 mãos. Lentamente o quarto foi se iluminando com as luzes de imagens projetadas nas paredes. Ao contrário das salas de reuniões Zortars, aquela sala não projetava imagens de intimidação, mas imagens que acalmavam os zortars, como animações de viagens galácticas e, para aquele quarto, desenhos infantis familiares a crianças zortars.
Como quarto iluminado, a serva viu um pequeno aparelho parecido com um tablet no criado-mudo ao lado da cama do garoto. Pegou estranhando o objeto: nunca vira algo assim antes.
-É um Kindle!
Ali, na porta do quarto, acabara de chegar Spocarina, a filha do lider do clã Apacon.
-Kindle? O que é isso? - perguntou a serva.
-É um antigo aparelho dos humanos. Ele permitia a armazenagem de vários livros. É uma relíquia que Apacon conseguiu para mim. Eu dei para o Cambrelo ler. Tem alguns livros humanos nele.
-Aprendendo a linguagem humana, Cambrelo? - sorriu Avlaca.
-Claro! Eu já tenho quase 7 anos! Já sei ler português! - vangloriou-se a criança.
-E aposto que leu um livro de terror, não é? - deduziu a servono com leve crítica.
-Bem... mais ou menos... - respondeu timidamente.
-O que você leu? - perguntou curiosa Spocarina.
-O Senhor dos Mortos, de Jones Viana...
-E não esperava ter um pesadelo? - disse Avlaca com certa severidade.
-O Senhor dos Mortos? Legal! Eu queria conversar com alguém que também tivesse lido! - respondeu a menina dando um pulo na cama onde estava o menino.
-Você vai assutar mais o pequeno, Spocarina. - censurou a serva.
-Vou nada! O livro é de fantasia medieval humana! Não é de terror. - respondeu Spocarina ainda animada.
-Bem... eu fiquei assustado foi com as descrições do livro. As cenas são muito sanguinárias. - explicou Cambrelo.
-Sim! Mas o que você achou da história? - interrogava a jovem de 12 anos.
-Eu achei legal... mas fiquei perdido. Tinha vários personagens mas eles não eram muito profundos. Não deu pra entender pra que lado a história seguia. Os personagens ganhavam coisas do nada. - explicou o menino.
-Na verdade, Cambrelo, eu li que este livro foi baseado num RPG, que é um jogo humano de interpretação e esta tinha sido a primeira experiência deste escritor com um livro.-explicou a filha de Apacon.
-Mas se a história era sobre o personagem Kzak, ele não deveria estar sendo citado desde o início do livro?
-Não necessariamente. A história fala mesmo é do desenvolvimento dos personagens principais. Principalmente Alef.
-Alef? O assassino?
-Sim. Ele começa o livro como um assassino solitário e, ao final do livro, ele já se tornou um amigo de confiança. Se olharmos por esse lado, o livro tem uma história consistente. - respondeu Spocarina, lembrando as palavras que seu pai lhe dissera.
-Entendi. Mas esse livro tem continuação? Parece que, de onde parou, ficou muita coisa para resolver ainda.
-Isso eu já não sei. No Kindle aí não tem uma continuação. Vou perguntar para o meu pai para ele ver com quem lhe vendeu esse aparelho...
-Para vocês perderem outra noite de sono??? - manifestou-se Avlaca indignada.

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