INDEPENDÊNCIA E MORTE! - CAP14

-Gostei do lugar...
-Você gostaria de qualquer lugar...
-Só porque os humanos nos expulsaram de nosso planeta de origem? Mais um motivo para eu ser rigoroso em minha opinião: visitei muitos planetas e formei minha opinião.
-Mas como você visitou vários planetas, já está acostumado com todo tipo de ambiente.
-De qualquer forma, este lugar me agradou. Principalmente porque nós os tiramos dos humanos.
-É verdade! Com nossa esquadra toda aqui, ninguém mais poderá tirar este lugar de nós.
Mal disse isso e um tiro atingiu o soldado pelas costas. O outro soldado tentou apontar de volta de onde saiu o tiro, mas também foi atingido pelas costas. Assim, saindo de cada lado do cenário, vieram Jonas e Ruth.
-A senhora atira bem. – elogiou Jonas.
-Eu aprendi por segurança. Filha de político é sempre visada...
-Ruth, não precisa vir comigo. Eu sei que está sofrendo com a morte de seu pai...
-É pior ficar sozinha. A gente pensa muita besteira...
-Mas está correndo perigo.
-Sozinha também. Você sabe que é mais seguro com você, ou a 1ª Lei não permitiria que eu viesse com você.
-É verdade.
O casal já havia entrado no palácio do governo. Com memória fotográfica, Jonas conduzia Ruth pelos pontos cegos das câmeras de vigilância.
-Não está um pouco fácil? – comentou Ruth.
-Demais até...
Chegaram à porta que levava à sala do gabinete do governador. Havia marcas de rajadas por todo lado.
-Veja, Jonas. Tentaram entrar, mas não conseguiram. – observou Ruth.
-O gabinete é muito seguro. Ainda bem que temos a chave.
-Quem bom. Podem passar para mim.
Saindo de um corredor que passava em frente à porta, saiu Luís com uma arma de feixes.
-Como não detectei o seu link de reconhecimento? – surpreendeu-se Jonas.
-Eu o desliguei justamente para que você não me detectasse.
-Como sabia que viríamos? – perguntou Ruth.
-Todo mundo sabe que o controle de uma colônia fica no gabinete do governador. Tenha acesso a ele e tem a colônia toda.
Jonas empurrou Ruth para o corredor mais próximo e disse:
-Quer a chave para entrar? Pegue! – e lançou o objeto no ar.
Isso distraiu Luís o suficiente para o C.G.MEX avançar. Mas seu irmão hábil: pegou a chave e atirou no oponente, fazendo-o cair no chão.
-O-o que aconteceu? – perguntou Jonas surpreso.
-Sente suas reservas de energia mais fracas, não é? Não bebe água há algum tempo, então calculo que mais um tiro com minha arma em potência elevada deva exaurir o resto de suas forças. – explicou Luís.
-Não faça nada com ele! – disse Ruth voltando.
-Que pena que não sigo mais as leis da robótica... mas vamos entrando em nossa nova sala. – respondeu Luís abrindo a porta.
O gabinete era amplo. Imagens holográficas eram exibidas acima da escrivaninha.
-Aposto que há um sistema de defesa aqui. Basta eu desligá-lo por completo para terminar de efetivar a invasão.
Luís viu uma reentrância na mesa do tamanho da chave. Seguiu em direção a ela.
-Eu posso pedir aos Norgors para retirarem também as leis da robótica de você, irmão. – convidou Luís.
-Estou bem assim.
-Que pena. Mas talvez seja melhor assim: você é como se fosse da família do governador, assim, deve ser executado junto com Ruth. Aliás, obrigado por trazê-la até nó...
Foi neste momento que Luís ficou paralisado. Em seguida, teve convulsões e caiu no chão.
Jonas foi até seu irmão e pegou a chave.
-O vírus de computador que inserimos na chave funcionou. – concluiu.

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