Análise de livro - NANO

A viagem para o planeta Hades transcorria bastante tranqüila. Tanto que Silas pôde se recolher a seus aposentos para terminar de ler Nano, um livro do escritor R.Marcchi.
- Estou interrompendo?
Quem perguntou isso foi uma bela morena, de estatura mediana, cabelos curtos encaracolados com cerca de 30 anos. Suas roupas, mal arrumadas, levavam a deduzir qual era sua profissão: cientista.
Silas, um arqueólogo de mesma idade, pele branca, cabelos negros e lisos, desligou seu livro eletrônico. Sua pele assumia um tom mais avermelhado em decorrência das aventuras nas quais se metera desde que colocara o bracelete metálico de cor escura e fosca.
- Não, Sônia. Acabei de terminar meu livro. O que faz aqui?
- O Gano. Ele está tentando impressionar Gaia de novo. Saí de perto porque ele fica muito chato.
- Ele é assim mesmo. Mas nunca vai admitir que gosta dela. - respondeu sorrindo enquanto guardava o livro entre suas coisas.
- O que estava lendo?
- Nano. Já leu?
- Eu não!
Quem gritou esta frase foi Vanessa, uma bela moça loira, de longos cabelos lisos, com cerca de 23 anos. Vanessa vestia roupas leves, até provocantes em alguns momentos e, segundo tudo indicava, era apaixonada por seu professor, Silas. Este sempre ficava sem jeito com suas demonstrações de carinho e de interesse. No fundo, Silas também gostava dela.
Vanessa acabara de entrar no alojamento masculino de Silas, sem menor cerimônia. Silas ficou um pouco engasgado. Sônia, com aquela cara de "Já vi esse filme", começou a falar do livro.
- É sobre o filho de um cientista que é usado como cobaia num experimento chamado Nano, que salva sua vida e lhe dá superpoderes. Durante o livro ele tem que aprender mais sobre estes poderes e descobrir quem está por trás de uma série de atentados contra ele e sua família.
- E o livro é bom?
- É interessante: R.Macchi consegue fazer um bom livro de suspense e intrigas. - respondeu Silas, já recuperando as palavras.
- Ele só comete algumas gafes científicas que acho um pouco sérias. - discordou Sônia.
- Como assim? - perguntou Vanessa.
- O palco de metade do livro é um planeta com dois sóis que nunca tem noites. A construção que ele faz é muito bela, mas impossível.
- Por quê?
- Primeiro, naturalmente, seria praticamente impossível um planeta ficar, exatamente, no centro de massa de duas estrelas para que elas fiquem circulando em torno do planeta e não o contrário. - respondeu a cientista um pouco indignada.
- Entendo...
- E, segundo, mesmo que existisse um planeta assim, ele nunca poderia manter vida desenvolvida. Sem uma sucessão de dias e noites, o planeta seria um deserto sob altíssimas temperaturas.
- Bom, temos que enxergar como uma fantasia científica, como um antigo filme da terra chamado Star Wars, e não outro chamado Star Trek. Há muitos momentos onde o personagem passa por experiências transcendentes e espirituais. - defendeu Silas.
- Mas tem tecnologias absurdas! Imagine uma filmadora com resolução ilimitada! Teria de ter uma memória ilimitada! - Sônia continuou a discordar.
Neste momento, um holograma, projetado pelo bracelete de Silas surgiu. Assumiu a forma de um homem de meia-idade careca e rosto emburrado. Seu apelido: Trec.
- Nem tanto. Basta uma forma muito eficiente para vetorizar uma imagem por completo. Meu gravador de imagens é praticamente ilimitado.
Sônia olhou surpresa. Trec pertencia conhecia a tecnologia dos Precursores, afinal, ele mesmo era um invento deles.
- Mas, um lugar onde o tempo passa diferente...
- Basta manipular os grávitons em torno deste lugar. Os precursores tinham esta tecnologia.
- E o metal das espadas? Nada pode ser forjado a 30.000 graus celsius negativo, mesmo porque a temperatura do zero absoluto, quando as partículas param de se mexer, é bem acima disso. E as espadas não podem voltar a se fundir com o interior do planeta quando seu guardião morre.
- Verdade sobre a temperatura, mas com a nanotecnologia adequada, esse efeito seria possível sim. O problema de vocês, humanos da Confederação, é que não ousam sonhar. Os precursores foram muito além e por isso não dependiam de ninguém. Vocês vivem dependentes dos Ilkages, Pazenvs e Kabraqs.
Sônia se calou. Silas prosseguiu:
- Eu gostei do livro. Só acho que o autor trabalhou pouco a relação do herói com Nina, que aparece no primeiro capítulo e só reaparece quase no final.
- Posso ler? - pediu Vanessa.
- Claro. Aqui está. - disse Silas entregando o dispositivo que projetava o livro holograficamente à moça.
- O que está fazendo? - interrompeu Trec.
- Entregando meu livro a ela. - estranhou Silas.
- Não pode transmitir para o celular holográfico dela?
- Não. O sistema de criptografia Ilkage impede cópias ilegais.
- Ora! Por favor! - disse o holograma indignado.
Trec tocou o dispositivo e o holocelular de Vanessa tocou.
- O que você fez? - perguntou Vanessa ao holograma.
- Discriptografei esse sisteminha inferior e enviei o livro para o seu celular.
Sônia ficou surpresa:
- Mas os sistemas de segurança Ilkages são os melhores dentre todas as raças conhecidas!
- Não são nada para a tecnologia dos Precursores. - orgulhou-se o holograma.
- Não existia nenhum precursor brasileiro na equipe que o inventou? - perguntou Silas com ar de deboche.
Vanessa agradeceu e saiu do alojamento. Porém, a caminho de seu alojamento, apagou o arquivo que Trec havia lhe enviado. Ela já lera aquele livro quando era criança ( seu pai lhe dera). Como Gano já havia reparado, Vanessa às vezes se fazia de bobinha somente para atrair o interesse de seu professor.

2 comentários:

  1. Sybylla disse...:

    Interessante. =)

  1. Puba disse...:

    Afinal de contas, quando o Silas vai pegar a Vanessa ou a Sônia ou ambas?hehe

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