INDEPENDÊNCIA E MORTE! - CAP13

Jonas tentava salvar o governador, mas o ferimento havia causado hemorragia interna. Não havia o que ser feito, a não ser tentar manter o paciente o mais confortável possível.
Estavam escondidos numa das salas de operação das minas. Jonas contava como Luís havia enganado a todos para entregar a colônia na mão dos alienígenas.
-Não podemos... deixar os Norgors dominarem esta colônia... Eles poderiam atacar todas... as colônias em volta. – falava Cardoso com dificuldade.
-Mas como vamos fazer isso, papai? Só restamos nós vivos.
-Tem um jeito... Minha chave...
Jonas pegou uma pequena peça quadrada no bolso do governador, peça esta usada como chave ao se encostá-la na porta de seu gabinete. Quando tocou no objeto, Jonas viu uma seqüência de números passar por sua mente.
-O que é isso?
-São códigos... Ao se colocar a peça na mesa de minha sala... se tem controle da atmosfera da colônia... e das armas...
-Mas como isso vai nos salvar? São muitas naves, fora os soldados que já estão na colônia. – questionou Ruth.
-Quanto aos soldados... você pode inundar o ar de gás roxo...
-Gás roxo?
-É isso mesmo! Esse gás não afeta os humanos, mas é mortal para os Norgors! – reconheceu Jonas.
-Isso mesmo... quanto aos canhões... Jonas pode ajudar.
O robô ficou surpreso. Não pelo plano, mas por ter sido chamado pelo seu nome, algo que o governador nunca havia feito antes.
-Governador?
-Jonas é mais rápido que um humano... Mais que os Norgors também... Se ele controlar os canhões... pode destruir a todas as naves... antes delas terem tempo de revidar.
-Eu... acho que consigo. – concordou Jonas.
-Ruth.. por favor... me deixe a sós com Jonas.
-Papai...
-Por favor...
A moça se levantou e foi para outra sala. Jonas imaginava que seria duramente criticado por não ter avisado quando Luís começou a incentivar os suicídios robóticos.
-Governador, eu sinto muito...
-Jonas... você foi enganado como a todos... mas não quis participar do esquema... Você era o melhor robô que tínhamos aqui... Só agora percebo isso...
Jonas abaixou a cabeça. O governador passou a mão sobre a mancha na roupa do robô.
-Eu que sinto muito... por tudo...
-Não fique assim. O senhor já me deu outra roupa. Só não tive tempo de vesti-la.
-Foi Ruth quem deu...
Jonas novamente ficou em silêncio. O governador tossiu. Seu fim estava muito próximo:
-Jonas... obrigado por ter sido nosso... amigo! – e fechou os olhos.

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