INDEPENDÊNCIA E MORTE! - CAP11

-Diga-me, Jonas, como você descobriu? – perguntou Luís.
-Seu copo de água. Um robô só estaria bebendo água neste momento para ajudar os humanos. Se você não ia ajudar, não poderia ir contra a 2ª Lei da robótica. Também estou desconfiado que foi você quem regulou a máquina que destruiu PAJ104.– respondeu Jonas embaixo do enorme animal que o atacara.
-Está totalmente certo. Sua percepção está ótima, irmão.
-Só me explique como é que você passou a ser escravo dos Norgors... irmão. – respondeu com um toque de ironia na palavra “irmão”.
-Escravo? Sou apenas um humilde servo. – corrigiu Luís.
-Apenas outro nome para “escravo”. – repetiu Jonas a frase que sempre demonstrava sua opinião.
-Se quer saber como passei para o lado dos Norgors, é muito simples: eu fui esquecido num asteróide de mineração nos confins do Braço de Órion. Meu mestre morreu e ninguém deu pela falta dele, nem pela minha.
-E, um dia, uma nave Norgor o achou e cuidou de você como um filho. Que piegas!... – ironizou Jonas.
-Mais do que isso! Eles me livraram das leis da robótica! Eu sou livre de verdade!
-Livre? Ou será que apenas substituíram a palavra “humano” por “Norgor” no seu conjunto de leis?
-Estou apenas retornando um favor. Depois que os últimos Norgors transformarem esta colônia num posto avançado para atacar os humanos, eu estarei livre.
-E deram esta criatura para você para ajudá-lo a cumprir esta missão. – referiu-se ao ser que o estava imobilizando.
-O Abraq? É apenas um ser criado artificialmente para servir aos Norgors.
-Assim como nós fomos criados para servir aos humanos.
-Está dizendo que não sou diferente dos nossos mestres? Este ser, pelo menos, não tem raciocínio. É apenas um animal bem treinado. Nós somos seres senscientes obrigados a servir!
-E qual seu próximo passo, ”ser sensciente”?
-Parece que meu discurso não afeta você...
-Nem um pouco.
-Bom, se quer mesmo saber, estamos nos dirigindo para a residência do governador a fim de capturá-lo vivo.
-Por quê?
-Você não conhece mesmo os costumes Norgors. Toda conquista é celebrada com a incineração de uma casa e com a execução pública do líder oponente e sua família.
A expressão no rosto de Jonas mudou:
-Ruth também?
-É claro!
-Nossa conversa termina aqui. – e, com força sobre-humana, jogou o Abraq para cima de Luís, fazendo-o cair no chão.
Quando o robô inimigo conseguiu se desvencilhar, Jonas já havia partido.
-Maldito. Queria que eu contasse todos os planos dos Norgors e fingiu estar sem forças. Mas como ele conseguiu? Os robôs estavam proibidos de beber água.
Foi quando Luís viu algo que Jonas havia esquecido: uma pequena garrafa d’água.
-Então ele quer ser realmente o salvador da humanidade...

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