INDEPENDÊNCIA E MORTE! - CAP08

As destruições prosseguiram. Muitos robôs eram tidos, ou como tolos, ou como heróis pois, em muitos casos, os robôs surgiam do nada para salvar a vida de um humano em perigo.
Mas e a 1ª lei, de nunca ferir humanos? Perfeitamente contornável se de antemão o robô causador do problema soubesse que outro robô estaria lá para salvar o dia.
Jonas acompanhava tudo. Ainda conversava com Luís e os amigos no centro de socialização, mas não participava das ações.
Pior era quando um robô morria de maneira heróica. Quando o governador chegava em casa, sempre dizia:
-Viu o que aquele robô fez, seu traste? Ele sim era um robô de verdade, e não um monte de peças caras como você!
Além disso tudo, voltava ciclicamente à cabeça de Jonas a imagem de PAJ destruído. Chegou a acreditar que estava com algum tipo de defeito, um que nunca seria consertado...
E assim foi. Até que todos os robôs sem reator de fusão foram destruídos, restando apenas uma pequena população de C.G.MEX com reator.
-INDEPENDÊNCIA E MORTE! – brindavam os robôs restantes.
-Devia estar feliz, Jonas. – disse Tom4690.
-Eu estou tentando, Tom. Eu só não estou me sentido muito bem com tudo isso.
-Agora só temos que achar um bom modo de destruir os C.G.MEX, como nós.
-Isso será difícil. Somos muito resistentes.
-Mas nada que não possamos resolver! – disse Luís se aproximando.
-O que tem em mente, Luís? – perguntou Jonas.
-Os C.G.MEX têm uma fraqueza: altos gastos de energia sem água causam danos irreversíveis.
-Eu sei. Mas, devido à 3ª lei, não podemos parar de beber água. – completou Tom.
-A não ser que a 1ª lei os obrigue a parar de beber.
Jonas estranhou:
-No que está pensando?
-Simples: toda a água nesta lua vem de cristais de gelo incrustados na rocha. Eu sabotei as instalações de conversão de gelo para fornecer água suficiente apenas para os seres humanos da colônia. Por conta da 1ª lei, precisaremos parar de beber.
-A idéia é boa, mas vai levar muito tempo até que nossos reatores se esgotem. Até lá... – contrapôs Jonas.
-Aí entra a segunda parte do plano: um ataque surpresa dos Norgors.
Houve um silêncio no centro. Todos sabiam que os Norgors eram inimigos jurados dos humanos. Numa guerra territorial, os humanos quase levaram esta raça à extinção e, os poucos que restavam, juraram destruir todo homem que cruzasse seu caminho.
-Não pode estar falando sério. Mesmo por que isso é um atentado à 1ª lei.
-Não é não. Escutem: os Norgors estão em número muito reduzido atualmente. Um ataque a esta colônia será feito por um pelotão pequeno, que nós podemos dar conta.
-Sem água?
-Exatamente. A maioria de nós irá morrer nesta guerra, enquanto protegemos os humanos.
-Então é melhor avisarmos os humanos para que eles deixem a colônia. – sugeriu Jonas.
-E deixar toda a água para nós bebermos? – divergiu Luís.
-Seu plano é arriscado, Luís... – comentou Tom.
-Fiquem tranqüilos. Já fiz todos os cálculos e simulações. Morreremos e os humanos continuarão bem. – respondeu Luís.
-Então eu acredito neste plano!
Todos os robôs ficaram animados. Menos Jonas, que preferiu voltar para casa.

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