INDEPENDÊNCIA E MORTE! - CAP06

A primeira missão de Jonas seria destruir o robô PAJ104, um trabalhador das minas. Jonas pediu a Luís, como líder do motim, que seu primeiro “assassinato” fosse alguém que ele não conhecesse.
Não foi difícil achar uma maneira de destruir o robô. Ele era um modelo mais fraco, não tinha reator de fusão. Assim, o dano estrutural não precisava ser muito forte. O difícil era achar um modo de contornar a leis da robótica.
Esse modo foi maximizando a extração de minérios. De que maneira? Bom, os robôs escavavam as paredes. Depois, um grande sugador retirava todo entulho e separava o que era minério do lixo. O sugador tinha um horário de funcionamento em cada setor, horário este em que não deviam estar robôs. Porém, se o sugador funcionasse por mais tempo e mais cedo, maior seria a produção, mas os robôs desavisados acabariam sendo destruídos. Como o produto é mais importante que o escravo, a 2ª lei abria a brecha para a destruição do autômato.
Mesmo assim, Jonas demorou em frente à máquina antes de regulá-la. Não estaria ferindo nenhum humano, mas matando um de seus irmãos. Era uma decisão difícil, decisão esta que levou demorados 30 segundos (uma eternidade para um robô).
Após deixá-la pronta, Jonas sentia um profundo sentimento de arrependimento. Pensou em procurar por PAJ104, mas a promessa que fizera parecia impedi-lo. Então fez o que sua consciência mandou: regulou a máquina para funcionar como antes.
Vagou então pelas ruas, não menos leve, pois havia quebrado sua promessa. O melhor era contar a PAJ que ele não iria morrer pelas mãos de Jonas, mas como enfrentar esta vergonha?
Finalmente não agüentou e foi procurar o robô. Porém, já era tarde. Quando chegou no setor, vários humanos tentavam descobrir o que houve de errado.
Aquilo deixou Jonas perplexo. Ele havia regulado de novo a máquina. Será que ela teria obedecido alguma norma padrão e se auto-regulou como antes por ele ter esquecido alguma coisa na segunda vez que mexeu na máquina? Porém, a resposta a esta questão pouco importava agora. Jonas desceu até o tanque de dejetos a fim de descobrir se PAJ sobrevivera. O que viu foram vários pedaços de robô espalhados por todo o canto.
-O que foi que eu fiz? – perguntou-se abalado, culpando-se pela tragédia.
Neste momento, sentiu que pisava em algo arredondado. Parecia ser a cabeça do robô destruído!
Cavou. Encontrou uma cabeça danificada. Nem as memórias de PAJ104 haviam se salvado. Ele morrera completamente...
Porém, algo chamou a atenção de Jonas: parte do rosto estava inteiro. E, observando, podia-se notar uma profunda expressão de alegria e satisfação.

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