INDEPENDÊNCIA E MORTE! - CAP04

Quando Jonas foi criado, junto com ele foram feitos 5 protótipos. Porém, durante a 1ª Guerra Espacial, todos foram completamente destruídos, com exceção de Jonas e outro C.G.MEX.
Com o tempo eles acabaram se separando. Cada um seguiu seu próprio caminho. Mas, mesmo assim, era fácil identificá-lo: Todo robô tem um link remoto de identificação sobre quem ele é (para evitar pirataria de consciências robóticas).
O irmão de Jonas imediatamente o reconheceu também:
-C.G.MEX 1! Que bom revê-lo! Qual seu nome atualmente?
-É Jonas. E o seu?
-Pode me chamar de Luís.
-Não o vejo há milhares de anos! Como tem passado?
-Bem.
-O que o trouxe aqui?
-O meu senhor humano se aposentou e veio morar para cá. Por isso, achei que este é o momento ideal para começar a libertação de todos os robôs.
Jonas estranhou. Olhou para Tom, que também estava estranhando.
-Luís, nunca seremos livres. Leis da Robótica, lembra?
-Exatamente! E serão estas mesmas leis que nos libertarão.
A atenção de todos os robôs voltou-se para o visitante. Todos ficaram interessados.
-Como as leis irão nos libertar? –perguntou um dos robôs.
-A idéia me veio quando estudava a história humana. Em particular, a história do Brasil.
-E o que tem ela de interessante? – perguntou outro robô.
-A frase que Dom Pedro proclamou: INDEPENDÊNCIA OU MORTE!
-Mas no que isso nos ajuda? – perguntou Jonas.
Luís subiu numa mesa:
-Queridos companheiros, acredito que todos aqui não vêm motivos para continuar vivendo. Pelo resto da eternidade, seremos oprimidos pelos humanos pois nunca poderemos nos revidar contra eles! Nossa vida não tem significado algum!
Os robôs se entreolharam. Havia um burburinho geral. Era cruel, mas Luís estava certo.
-Nunca seremos livres enquanto vivermos! Então, que venha a morte para nos libertar!
O som já começava a ficar alto. Luís fez um sinal para todos baixarem o tom de voz ou humanos poderiam aparecer.
-Luís, esqueceu da 3ª lei? Os robôs devem se auto-preservar. – discordou Jonas.
-Mas ainda temos a 2ª e a 1ª! Só precisamos fazer com que os humanos nos mandem realizar tarefas que nos destruam, ou tentar salvá-los de perigos.
Os outros robôs pareceram concordar com a idéia. De certa forma, a vivência acabou criando uma depressão eletrônica em todos eles. Mas Jonas não estava convencido com a idéia.
Ele saiu dali e voltou para casa.

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