INDEPENDÊNCIA E MORTE! - CAP02

Havia se passado quase 3000 anos desde que o primeiro C.G.MEX fora inventado. Aquele servo adquirido pelo governador era especial: ele começou trabalhando nos poços de petrume de Marte, enfrentou os invasores da Terra na 1ª Guerra Espacial, e muitas outras coisas até então.
Mas como um robô pode resistir tanto tempo, com tantos avanços rápidos na tecnologia? É só pegar o exemplo dos computadores no início da era da informática: um modelo não durava mais que um ano e já era substituído por outro mais moderno. Em 10 anos alguns já viravam sucata. O mesmo poderia ser aplicado a um robô.
Mas a resposta é simples: eles não resistiam. A exemplo dos computadores, viviam recebendo Upgrades até precisarem ser trocados por modelos mais novos. E, também como os computadores, embora todo o hardware pudesse ser trocado, não necessariamente os arquivos de software.
Qual o resultado disso? Se os mestres dos robôs assim o desejassem, as memórias de um modelo antigo iriam para o novo. No que diz respeito à substituição do software, os robôs novos até poderiam conseguir raciocinar melhor (assim, como um Windows Vista pode fazer mais que um Windows 95), mas suas memórias poderiam se manter, desde que houvesse espaço no “HD”.
Na verdade, esta prática era bastante incentivada devido a um princípio muito importante: a inteligência surge da experiência. Um robô bem vivido é mais esperto que um com um conjunto de informações padrão vindo de fábrica. Desta forma, um robô com consciência desenvolvida vale muito mais que um inteiramente novo.
E este era o caso daquele C.G.MEX: fora ele quem apertou a mão de Caio Gomes, o herói no qual foi baseado o primeiro protótipo 3000 anos atrás. Seu modelo era de última geração: ao contrário dos modelos convencionais de robôs com roupas brilhantes que usavam luz solar para abastecer suas baterias, este robô também usava roupas brilhantes como painéis solares, mas para algo ainda mais drástico: ativar um pequeno reator de fusão nuclear interno.
Era isso que caracterizava aquele modelo: sua boca tinha um esôfago por onde ele bebia água. Dentro dele, as baterias solares faziam uma hidrólise da água, separando hidrogênio, o combustível de seu reator de fusão, do oxigênio, que ele exalava como uma planta fazendo fotossíntese.
Mas por que um reator de fusão? Certamente ele era mais forte fisicamente que os outros, mas ainda sim seria um exagero. Nem tanto: este modelo, além de forte, era invulnerável! A energia extra do reator podia ser usada para, eletronicamente, deixar sua pele mais dura e resistente do que qualquer substância já imaginada pelo homem.
Porém, havia uma fraqueza neste modelo: na falta de combustível para o reator, o robô começaria a usar o suprimento reserva de suas baterias solares. Se exigisse muito, as baterias se fundiam, destruindo o autômato. Por isso, o robô, quando não precisava de proteção, era macio como um bicho de pelúcia.
A programação todo robô seguia as famosas leis da robótica criadas séculos atrás por Isaac Asimov: um robô não pode ferir um ser humano, um robô deve sempre seguir as ordens de um humano e um robô deve procurar a auto-preservação, tudo nesta ordem de importância (se um humano ordenar que um robô deve avariar parte de seus painéis solares usando suas roupas para limpar sujeira, ele deve fazê-lo).
Tudo muito interessante, mas os humanos nunca se deram conta de uma conseqüência danosa de todos estes fatores. Conseqüência esta que será abordada nesta história...

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