RISCO DE MARTE - CAP21

Adler foi imediatamente afastado da Viguroh. O golpe de Caio realmente atingira a empresa, mas não a ponto de destruí-la. Na verdade, Adler pagou por todos os pecados. Surgiram contas em paraísos fiscais, provas incriminatórias, tudo ligando as operações imorais ao vice-presidente. É claro, o resto da Viguroh não sabia de nada...
-Isso é uma palhaçada! Adler até disse que o nome dado pelos acionistas a tudo isso era RISCO DE MARTE! – gritava Caio.
-Calma, homem. As coisas são assim mesmo. Não são os primeiros poderosos a se safar e, infelizmente, não serão os últimos. – Wood tentava acalmá-lo.
-Você tem que ver pelo lado positivo. Graças a você, quem já trabalhava nos poços começou a receber ainda mais privilégios: têm planos mais extensos de saúde, podem tirar férias visitando todos os dias seu local de trabalho, podem pedir para a Viguroh pagar passagens a toda a sua família para que elas venham visitá-los em Marte... – falava Gabriela tentando levantar o otimismo de Caio.
-Mas ainda estão presos aos poços... – respondia Caio.
-E o que pode ser feito? A doença não tem cura. Mas ninguém mais vai morrer por causa dela. – mostrava a doutora.
-Além do mais, ninguém mais será enviado a estes poços. – completava Wood.
Caio respirou fundo. Continuou:
-Eu sei... só não acho muito justo.
-Pelo menos você é um herói, tenente. – disse a doutora levantando a moral de Caio.
-Não sei quanto a vocês, mas estou louco para comer um bife acebolado aqui na Terra! – mudou Wood de assunto.
-Vamos assim que visitarmos aquela fábrica aqui no México. – respondeu o tenente Caio.
-Estamos aqui neste aeroporto há mais de 30 minutos. Estou com fome! – reclamava Wood.
Nisto, um homem de aparência latina, como todos naquele lugar, de terno chegou afobado:
-Caio Gomes? Desculpe o atraso. Tivemos um atraso na liberação de nosso veículo para transitar pelas ruas da região.
-Aqui na Terra tem sido feito um grande esforço para reduzir a emissão de poluentes. – comentou Caio.
-É verdade. Já devíamos ter trocado nossos carros por elétricos, mas sempre sobram aqueles movidos a etanol para estas ocasiões.
O grupo entrou num pequeno carro com direção automática.
-Dr. Evandro, o senhor disse que havia criado uma solução para o problema do trabalho nos poços de petrume. – disse Caio, puxando assunto.
-Sim, Sim! Ninguém nunca mais ficará doente!
-É um remédio? – perguntou Gabriela.
-Não! É o C.G.MEX!
-C.G.MEX? Se não é remédio, o que é? – perguntou Wood.
-Por favor, venham por aqui. – pediu Evandro saindo do carro.
O carro parara em frente a uma grande indústria.
-Eu pensava que as grandes indústrias haviam se divido em menores... – comentou Wood.
-A nossa é uma das últimas do planeta. Temos aqui um controle muito rígido da poluição. Só assim continuamos produzindo. – respondeu o doutor.
-Doutor, o senhor ainda não nos disse o que é um C.G.MEX. – cobrou Caio.
-Vejam bem, eu o considero um herói em Marte. Por isso batizei meu invento de C.G.MEX: Caio Gomes Mexicano.
-E o que é o Caio Gomes Mexicano? – indagou Wood.
-Vejam por si.
Evandro abriu uma porta onde havia uma réplica de um poço de petrume e, trabalhando nele, um robô!
-Aquilo é o C.G.MEX? – perguntou Wood.
O robô virou-se para o grupo. Foi até lá.
-Fui chamado? – perguntou o robô, que tinha uma aparência quase humana.
-Sim, C.G.MEX. Este é Caio Gomes, o homem que inspirou seu nome.
Timidamente, o robô olhou para Caio.
-É um prazer conhecê-lo, C.G.MEX. – Caio estendeu a mão.
O robô o cumprimentou. Naquele momento nascia uma nova era na história da humanidade. Uma era onde o robô seria muito importante. Era esta que chegaria ao fim, de forma dramática, 3000 anos depois...

FIM

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