RISCO DE MARTE - CAP18

-O detector de metais está acusando porte de metal.
-É a minha prótese.
O agente passou o detector de mão pelo braço da doutora, confirmando a história.
-Perdoe-nos pelo excesso de zelo, Gabriela. Porém, agora todo cuidado é pouco. – explicou Adler.
Gabriela sentou-se na cadeira em frente à escrivaninha do Vice-Presidente da Viguroh, com um segurança dele ao lado.
-Adler, eu não quero ir contra a Viguroh. Eu só quero ter minha vida de volta.
-Para isso, preciso que você me entregue o Sargento Gomes.
-Você poderá capturá-lo amanhã, na festa dos 75 anos da colonização marciana.
-Haverá muita gente lá. O que ele pretende fazer?
-Irá denunciar a operação da Viguroh. Ele disse que vai aparecer na hora do seu discurso e vai contar a todos que estão ali o que vocês vem fazendo.
Adler coçou o queixo.
-Interessante...
-Vocês vão parar de me perseguir, agora?
O homem levantou-se. Estendeu a mão para Gabriela:
-Mas é claro. Trato é trato. Não conte ao Caio que esteve aqui. Vamos jogar toda a culpa nas costas dele e inocentar você.
-Eu nem pretendo ficar perto dele. Eu disse que ia me esconder na casa de uma prima até que tudo passasse e não fossemos pegos juntos. Se eu o deixasse só, ele desconfiaria que eu estava para entregá-lo.
-Vai ficar onde?
-No hotel de Marte, isto é, se o senhor avisar às autoridades que não sou mais terrorista.
-De acordo. Colocarei dois homens para escoltá-la até lá.
Adler começou acompanhar a moça até a porta.
-Sr. Aurick, sobre os trabalhadores que morrem nas espaçonaves voltando para a Terra...
-Sim?
-Vocês, sabendo que o trabalhador irá morrer por causa da doença dos poços de petrume, colocam um médico de confiança para dar o diagnóstico errado, certo?
-Certo.
-Eu poderia trabalhar para vocês como esta médica. Eu já sei o segredo, e minha vida aqui em Marte nunca mais será a mesma. Pode me escalar para isso?
-Claro! Você poderá trabalhar nas naves em tempo integral como médica, se quiser. Quando tivermos outro caso de morte premeditada, você dará o diagnóstico de precisamos.
-Obrigada. Já me sinto mais segura.
Gabriela saiu do escritório sob escolta. Porém, não chegou a ir para o hotel como planejava. Na verdade, nem mesmo a sair do edifício direito: um agente de segurança de Marte a esperava lá fora.
-Gabriela Caetano?
-S-Sim? – respondeu nervosa.
-Está presa. Venha comigo.
-Ela está sob a custódia da Viguroh. – respondeu um dos seguranças.
-A Viguroh não pode ficar acima da lei, principalmente em se tratando de terroristas. Eu respeitei a propriedade da empresa não invadindo, esperando ela sair. Respeitem, portanto, o meu serviço. Ou será que a Viguroh está envolvida com os atos dela? – respondeu o agente colocando a moça em sua viatura.
Sem ter o que responder, os seguranças voltaram para Adler. Ele esperava que os seguranças matassem a moça a caminho do hotel e dessem um sumiço no corpo.
-Talvez tenha sido melhor assim. Presa, ela não tem como dar suporte a Caio.
-E se ela der com a língua nos dentes?
-Ela é inteligente. Sabe que a melhor alternativa que ela tem, agora, é confiar na Viguroh, e não ir contra ela, afinal, na cadeia, que provas ela terá à mão? Vamos nos concentrar no que é importante: deter Caio.

0 comentários:

Postar um comentário

ANTES DE COMENTAR:

- não escreva em CAIXA ALTA;
- não divulgue links;
- não escreva com miguxês, internetês e similares;
- respeite as opiniões apresentadas.

Obrigado.

 
T.E.C. © 2010 | Designed by Trucks, in collaboration with MW3, Broadway Tickets, and Distubed Tour | Customized by Sybylla