RISCO DE MARTE - CAP16

-Não tem onde se esconder em Marte, Caio. – dizia o executivo, enquanto atravessavam a saída.
-Eu só preciso que o todo mundo saiba o que estão fazendo aqui.
-Boa sorte. Não tem como fazer isso sem que o chamem de louco ou sem internet.
-Que convenientemente caiu, não é?
-Você é bem esperto.
Longe da mansão da Viguroh, Caio prendeu Adler a um poste de iluminação com suas algemas.
-Logo irão me encontrar, Caio. Depois, eu que vou encontrá-lo.
-Boa sorte pra você também.
Caio saiu correndo. Precisava avisar Gabriela. Ela logo estaria correndo perigo. Mas tinha que ser discreto. Não podia ser encontrado pelas câmeras de segurança da colônia.
Uma hora depois conseguiu chegar à casa de Gabriela.
-Ufa! Cheguei a tempo!
Não. Não chegou. A casa da jovem doutora explodiu.
Caio caiu de joelhos. Lamentou em voz alta:
-O que foi que eu fiz? Eu trago morte a todos à minha volta!
-Caio! – ouviu uma voz baixa.
Escondida, atrás de sacos de lixo no fim de um beco, o segurança encontrou um vulto conhecido:
-Gabriela! Você está bem?
-Estou! Só precisando de um banho. Este lixo fede demais...
-Mas como você escapou?
-Foi uma coisa que achei estranho: a autópsia do seu Abrão dizia que a morte fora uma parada cardíaca, e não insuficiência respiratória, como deveria ser. Eu fiquei ressabiada com isso e com o fato desta doença nunca ter sido descoberta até então...
-Percebeu que era coisa da Viguroh.
-Isso mesmo.
-Precisamos nos esconder. – comentou Caio olhando para os lados.
-Mas, onde?
-Eu tenho um lugar. Venha comigo.
Gabriela então foi contando como ela começou a suspeitar de todos. Ao chegar perto de casa, ela vira um carro da assistência técnica de TV estacionado em frente à sua casa. Decidiu esconder seu carro e olhar de longe. Viu pessoas revirando sua casa, então, escondeu-se ali pois era escura e sem nenhuma câmera por perto.
Precisaram andar a pé, pois todas as ruas eram vigiadas. Foi uma longa caminhada até o esconderijo de Caio: o alojamento de seu Abrão.
-Estamos seguros aqui? – perguntou Gabriela.
-Sim. Os alojamentos são à prova de som, o que torna o descanso dos trabalhadores mais tranqüilo. Uma das vantagens de trabalhar na Viguroh. – respondeu Caio.
-Só assim para ninguém notar que Lucas estava doente.
A porta estava semi-aberta. Preocupado, Caio entrou para verificar se havia alguém. Uma boa busca e ninguém.
-Lucas deve ter deixado assim quando saiu. Podemos descansar. – deduziu o agente de segurança.
-E se grampearam o local? – preocupava-se Gabriela.
-Se grampearam, logo alguém estará aqui.

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