RISCO DE MARTE - CAP15

-RISCO DE MARTE???
Novamente de pé, Adler começou a explicar:
- O RISCO DE MARTE é o risco que a Viguroh corre de que esta doença que você citou fosse descoberta e viesse a público.
-Então a Viguroh já conhecia a doença?!
-Caio, pense bem: Marte já está em processo de colonização há 75 anos. Você acha que, no início, ninguém teria se contaminado ao explorar os poços? Já conhecemos quase tudo sobre a doença. Só não conseguimos uma cura.
-Então por que isso não veio a público?
-Marte não se sustentaria sem petrume. A colonização ficaria inviável. A humanidade precisa colonizar Marte pois a Terra ainda não se recuperou do Aquecimento Global. Este segredo precisa ser mantido em nome da preservação da raça humana.
-Então a escolha de idosos para trabalhar nos poços...
-É proposital: quando eles se afastam dos poços, morrem sem deixar as seqüelas da doença. Assim que um idoso decide tirar férias, mandamos um médico nosso na nave que dá um diagnóstico conforme desejamos.
Foi quando Caio lembrou-se da interrupção causada a Gabriela: no dia do ataque à colônia Xangai ela só perdera os minutos finais de sua novela:
-Não houve manchas solares interrompendo a transmissão da ordem para todos se retirarem antes do ataque! – percebeu Caio.
-Está certo. Os soldados viram demais. Era preciso silenciá-los e encobrir a doença.
-E por que estou vivo?
-Seria muito suspeito se você morresse sem mais nem menos. Por isso, fui enviado para cá para assegurar que você manteria silêncio. Bastou prometer uma investigação e lhe dar alguns prêmios que tudo ficaria bem.Pelo menos foi o que pensei. Não cometerei este erro novamente.
-Isso tudo é um absurdo! A Viguroh está condenando idosos à morte!
-Caio, todos eles já estão no final da vida! Vão morrer de qualquer forma! E será pelo bem maior: salvar a humanidade!
-E salvar, também, os lucros da Viguroh! O que os acionistas iriam fazer se soubessem disso?
Adler respirou fundo.
-Vejo que você não irá colaborar conosco... Jaime! Odair!
Enquanto discutiam, Caio não vira a chegada de dois seguranças, provavelmente convocados quando Adler sentou-se, apertando um botão de segurança. A atenção do agente voltou-se para os capangas. A voltar-se de novo para Adler, ele já havia dado a volta e estava próximo de seus agentes.
-E agora? – perguntou Caio.
-Simples: você veio aqui me pedindo mais dinheiro pois gastou toda sua recompensa. Ameaçou-me, mas um de meus seguranças o matou.
-Todos que me conhecem sabem que não sou assim! Os agentes de segurança irão suspeitar.
-Caio, Marte inteira está nas mãos da Viguroh! Até os agentes! Tudo morre aqui com você.
Caio começou a andar lentamente, de costas, em direção à escrivaninha de Adler.
-Não morre não. Ou você acha que descobri tudo sozinho?
Adler, mudou a fisionomia. De calmo para tenso.
-O que está dizendo?
-Eu sou apenas um agente de segurança. Não sou cientista e, neste momento, a pessoa que me ajudou a descobrir sobre a doença está postando sobre ela na internet. Deixe-me sair, ou todo mundo ficará sabendo o que aconteceu.
-A Viguroh é dona dos provedores de Marte, posso mandar bloquear a internet!
-Então é melhor fazer isso agora mesmo.
Adler pegou um celular e começou a discar. Com a atenção desviada, Caio pode examinar o controle das luzes do escritório na escrivaninha. Num golpe rápido, aumentou muito a luz e a apagou, deixando todos cegos momentaneamente. Momento este que Caio aproveitou para agarrar o vice-presidente da Viguroh.
-Muito bem: larguem as armas ou teremos de eleger outro vice-presidente!
Sem alternativa, Adler disse:
-Façam o que ele mandou!

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