RISCO DE MARTE - CAP8

No dia seguinte, Caio voltou ao seu trabalho. Chegou cedo, como sempre, e começou a ler os relatórios gerais do dia anterior a fim de ficar inteirado das ações do serviço de segurança. Terminado este ritual, seguiu para o vestiário a fim de colocar roupas para a patrulha. Porém, um colega o parou:
-Caio, o comandante está lhe procurando.
Caio agradeceu e seguiu para a sala do superior. Bateu na porta:
-Senhor, estava me procurando?
Na sala, estava o comandante com uma pessoa sentada à sua frente, de costas para a porta.
-Sim. Este homem desejava falar com você.
O homem virou-se:
-Sr. Aurick! – reconheceu Caio.
-Vou deixá-los a sós. Preciso passar uma revista nas tropas. Com licença. – disse o comandante saindo.
Caio estava desconfortável. Não tinha idéia de como tratar com o vice-presidente da Viguroh. Ficou em posição de sentido. Logo Adler quebrou o gelo:
-Pode relaxar, soldado. Eu não sou militar.
-Desculpe, senhor. O que posso fazer pelo senhor?
-Na verdade, estou aqui porque você já fez.
-Já fiz? O que seria, senhor?
-Enfrentou inimigos desconhecidos e salvou a vida de um colega. Isso é um ato de heroísmo, agente Gomes. Nós, da Viguroh apreciamos isso.
-Só cumpri o meu dever, senhor.
-Por favor, pare de me chamar de senhor. Não fique tão formal. Esta é uma visita informal.
-Desculpe-me. Eu... não sei o que dizer.
-Tudo bem, eu que vim aqui dizer algumas palavras. – e, dizendo isso, abriu uma valise de onde tirou um envelope. Entregou-o a Caio.
-A Viguroh estima muito seus funcionários, principalmente aqueles que cumprem deveres perigosos. Esta é uma recompensa pelo que fez.
Caio abriu o envelope. Ali, encontrava-se um belo certificado de reconhecimento da empresa, além de um cartão magnético.
-O que é isto? – perguntou o agente sobre o cartão.
-Isto é um vale-crédito. Você pode utilizá-lo como um cartão de débito em qualquer instalação de Marte. Há um valor substancial depositado para você neste cartão.
-Puxa... obrigado, senhor Adler.
-É o mínimo que podemos fazer para agradecê-lo, sargento.
-Desculpe, mas eu não sou sargento.
-Agora é. – cumprimentou o vice-presidente.
estava perplexo. Agradeceu e seguiu em direção à porta. Mas, antes de sair, voltou-se para o vice-presidente:
-Senhor, gostaria de pedir um favor.
-No que estiver ao meu alcance...
-Por favor, descubra o que era aquela doença que atacou os colonos e matou meus colegas.
Adler abanou a cabeça:
-Não se preocupe: porei nossos melhores especialistas nisto!

2 comentários:

  1. Brenno Simao disse...:

    Amei o livro, mt perfeito

  1. Narrador Briee disse...:

    Vlw! Está falando do primeiro ou do preview do segundo?

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