RISCO DE MARTE - CAP10

Caio teve alguns ferimentos, imediatamente cuidados no Pronto-Socorro. Assim que recebeu cuidados, seguiu para o quartel. Ele precisava descobrir o que as autoridades já haviam descoberto sobre a doença na colônia Xangai.
Lucas havia morrido no incêndio. Seu corpo carbonizado seguiu para o morgue assim que o fogo foi controlado. O comandante dos bombeiros tentou procurar Caio no hospital, mas não o encontrou. Ligou para seu celular, pois precisava do relatório do segurança a fim de anexar na investigação das causas da explosão. Caio prometeu entregar o relatório no dia seguinte. Como já era tarde da noite e se tratava de um agente de segurança, o comandante concordou.
Já era madrugada. No quartel, Caio podia ter acesso a alguns documentos militares e procurou sobre as pesquisas realizadas na colônia Xangai. Para sua surpresa, nenhuma investigação ainda tinha tido início.
Caio, frustrado, ficou largado na cadeira. Como a doença havia chegado à colônia Roma? Ele e Wood trouxeram a doença? Não fazia sentido: mesmo que a doença pudesse ficar encubada tanto tempo, nem ele, nem o amigo tiveram contato com Lucas.
Caio precisava de respostas e ele mesmo ia procurar! Como sargento, ele conseguiu autorização para pegar um pequeno veículo de exploração e roupas para o ambiente marciano.
O sol nascia quando Caio chegou ao local onde estava a colônia Xangai.
Não era nada animador: caminhando entre os destroços, pouco encontrava. Somente alguns corpos preservados pelo ambiente marciano e muito entulho derivado das construções destruídas. Ao longe, o poço de petrume estava soterrado abaixo de metal retorcido e muitas pedras de construções vizinhas.
Desanimado, voltou em direção ao seu veículo. Foi quando viu, ainda de pé, uma pequena construção residencial bem ao longe.
Correu até lá. A porta parecia ter sido arrombada de fora para dentro. No interior, tudo estava uma bagunça e, pelas rachaduras nas paredes, era um milagre aquele local ainda estar de pé.
Olhava por tudo, a procura de algo que lhe desse pistas. Foi quando viu, jogado no chão, embaixo de roupas jogadas, um I-pad.
Voltou correndo com o aparelho para seu veículo. Devia encontrar alguma coisa importante ali.
Ligou à bateria do veículo. Ainda funcionava perfeitamente. Começou a fuçar os arquivos, mas logo de cara viu um arquivo de vídeo com um nome sugestivo: SOCORRO!
Ao abrir, viu um rapaz:
-Meu nome é Jonas. Estou deixando isso gravado caso eu morra.
Havia o barulho de batidas na porta e nas janelas.
-Depois que a refinaria parou de funcionar, várias pessoas começaram a ficar doentes, com cara de zumbis. Elas permaneciam perto do poço de petrume, mas, depois, elas começaram a sair pela colônia em busca de comida, destruindo tudo em seu caminho. Acho que sou o único aqui que ainda não ficou doente!
Barulho de porta arrombada:
-Eles entraram para assaltar minha geladeira. Vou fugir daqui com o que tenho. Só queria ter um veículo para poder fugir com mais provisões. Mandem ajuda!
E acabou a gravação. Caio estava confuso: será que a fome havia apertado tanto os doentes que eles quiseram comer seu pelotão? Isso não faria sentido: se fosse assim, por que eles não se canibalizavam entre si? Seria muito mais complicado matar um soldado do que outro doente. E ele não vira sinais de doentes devorados.
-Preciso voltar para Roma. Só a Gabriela pode me ajudar agora...

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