RISCO DE MARTE - CAP5

Balas zuniam pelo ar como um enxame de abelhas africanas. Felizmente os três agentes não estavam longe da entrada, assim, abriram passagem com suas armas pesadas.
Lá fora, um ou outro daqueles monstros se interpunha entre Caio e o blindado perto da refinaria. Finalmente chegaram. Ali puderam ouvir também o som de balas e explosões vindos de dentro da refinaria.
-Deve haver mais deles lá dentro! – gemeu o companheiro ferido.
-Benson, tire essa luva e faça um curativo! Eu e Wood vamos ajudar os outros! – ordenou Caio.
Dentro da refinaria estava ainda mais escuro. Para evitar surpresas, os agentes acionaram a visão noturna.
A cada corredor era preciso cuidado. Um morto-vivo poderia atacar a qualquer momento.
-Como você está de munição, Wood?
-Péssimo. E você?
-Não estou melhor...
De repente, Gordon saiu correndo de um corredor com seu traje todo rasgado e sangrando com marcas de mordidas.
-Fujam!!! – gritou.
Caio e Wood saíram correndo, com uma explosão de uma granada logo atrás.
Os três caíram no chão, empurrados pelo deslocamento do ar. Caio não sofrera ferimentos, voltou-se para Gordon, estrebuchando.
-Gordon! Gordon! Resista!
O agente ferido balbuciava:
-Muitos! Todos... mortos!!!
E, com isso, seu corpo parou de tremer.
-Ele... morreu? – perguntou Wood.
-Sim...
Wood estava aturdido. Fosse a explosão, fosse a situação, fosse o primeiro companheiro que ele viu morrer, ele estava desorientado.
-Wood! Precisamos sair já daqui! – Caio chacoalhou o amigo.
Quando a dupla chegou na entrada, mais uma cena assustadora: mais daqueles zumbis estavam cercado Benson, que subia cada vez mais para cima do veículo.
-Fiquem longe de mim! Fiquem longe de mim!
Ele tinha uma arma pequena, que atirava em volta com a mão canhota. Antes que Caio e Wood pudessem dar cobertura, um cadáver, vindo por trás, mordeu o braço de Benson, fazendo-o dar um tiro atingindo Wood.
Benson caiu no meio de uma horda que o atacou imediatamente. Caio saiu atirando, matando todos os monstros de pé. Mas já era tarde: Benson estava morto.
Caio correu para Wood. O sangue jorrava. Estancou o ferimento com uma bandagem. Wood ainda estava vivo, mas precisava ir imediatamente para um hospital, ou morreria.
Dentro do veículo, já seguro com o amigo ferido, voltou-se para o rádio:
-Sargento! Aqui é Caio Gomes! Fomos atacados por seres que pareciam ser mortos vivos!
-Nós os avistamos, subsargento. Há vários vagando perto do poço de petrume.
-Eles os atacaram?
-Não saímos do veículo ainda. Estamos aguardando autorização da Viguroh para invadir e pegar a refinaria portátil.
-Ela está aí? Não é perigoso montar essas refinarias portáteis perto dos poços?
-Perigoso e proibido, mas, pelo visto, quem fez isso devia ser muito preguiçoso.
-Sargento, estou levando Wood para a colônia. Ele foi alvejado e precisa de atendimento o quanto antes.
-Ele já recebeu sangue de emergência no veículo?
-Sim, e vai ser isso que vai mantê-lo vivo até chegar à colônia.
A resposta surpreendeu Caio:
-Negativo! Vocês ficam!
-O quê?!
-Temos ordens, soldado! O comando da Terra nos ordenou aguardar nas proximidades do poço! Eles estão enviando reforços!
Caio olhou para Wood. Se ficasse, sacrificaria o amigo. Mexeu no rádio:
-Senhor, não estou escutando! O rádio está ruim! – e desligou.
-Você vai ser expulso da Viguroh!... – gemeu Wood.
-Cale a boca! Precisa guardar energia!
Caio dirigiu o veículo para fora da colônia e colocou-o para correr em velocidade máxima em diração à colônia.
De repente, eu ouviu o som de jatos. Olhou no monitor e viu três jatos indo em direção a Xangai.
-Devem ser os reforços. –pensou Caio.
Mas, em seguida, ouviu algo inimaginável: a colônia Xangai explodiu!

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