RISCO DE MARTE - CAP4

A viagem durou 45 minutos, mas pareceu durar horas para os agentes nos dois veículos que seguiram para a colônia. Eles tiveram de lidar com o péssimo cheiro do petrume refinado.
-Wood! Deixe para ativar seu traje hermético quando chegar à colônia! – pediu Caio.
-O oxigênio e energia dele dura um dia inteiro. Por que eu precisaria ficar com ele desligado sentindo o cheiro desse líquido fedorento? – justificou-se.
Logo os veículos passaram pela entrada. Os sistemas automáticos de ajuste de atmosfera ainda funcionavam.
-Sorte nossa a atmosfera daqui ainda funcionar. – comentou Kintê.
-Nem tanto. Os sistemas têm autonomia energética e a cúpula é extremamente resistente. Sem energia, a colônia consegue sobreviver por, pelo menos, um mês. – explicou o sargento Tomas pelo rádio, em outro veículo.
-Quais são nossas ordens, sargento? – perguntou Caio.
-Meu veículo irá seguir para o poço de petrume procurar pelos trabalhadores. Vocês devem seguir para a refinaria para levar os galões.
O carro de Caio chegou à refinaria. Tudo estava calmo e deserto nas imediações. Ao longe, via-se o mercadinho local, mas parecia que havia algo errado. Havia muito lixo na frente.
-Gordon, Armando, Souza, levem os galões para dentro da refinaria. Eu, Wood e Benson vamos até o mercado ver o que está acontecendo. – ordenou Caio, que gozava do posto de sub-sargento.
Caio e sua equipe seguiu para o comércio. Chegando lá, havia embalagens, sacolas e restos de comida por toda a parte.
-Vejam! As portas foram arrombadas! – observou Benson.
-Wood, você tem aí um sensor de calor? – perguntou Caio.
-Sim. Parece que há pessoas lá dentro.
-Vamos entrar com cuidado.
Empunhando armas, os agentes entraram. Tudo estava uma bagunça. Parecia que um batalhão de arruaceiros havia passado por ali. E não havia luz. Tudo estava sob as sombras. Porém, era possível ver o vulto de uma pessoa no final de um corredor.
Benson foi na frente com seus colegas dando cobertura. Chegando perto, pareciam ver esse alguém procurando comida na prateleira.
-Ei, amigo! – chamou Benson cutucando a pessoa.
O homem virou rapidamente e mordeu Benson. Assustado, deixou cair a arma. A visão era chocante: o homem parecia um cadáver. Tinha o rosto cheio de chagas. Os olhos não tinham vida e pareciam turvos. Caio correu e empurrou a criatura, fazendo-a cair no chão. Imediatamente ela levantou. Caio acionou sua arma, fuzilando o morto-vivo, tornando-o apenas morto.
-Como você está, Benson? – acudiu Wood.
Benson mal podia responder. Apenas mostrou a mão. Havia perdido dois dedos.
-O que foi isso que atacou Benson.
De repente, podem-se ouvir gemidos ecoando por toda parte.
-Eu não sei, mas parece que os amigos dele estão vindo! – observou Wood.
Em volta, vinham com caminhar arrastado, dezenas de cadáveres.

0 comentários:

Postar um comentário

ANTES DE COMENTAR:

- não escreva em CAIXA ALTA;
- não divulgue links;
- não escreva com miguxês, internetês e similares;
- respeite as opiniões apresentadas.

Obrigado.

 
T.E.C. © 2010 | Designed by Trucks, in collaboration with MW3, Broadway Tickets, and Distubed Tour | Customized by Sybylla