RISCO DE MARTE - CAP2

Caio queria ser mágico quando criança. Conhecia muitos truques e sempre se destacava nas festinhas de aniversário de seus amigos. Seu sonho era criar uma mágica que pudesse resolver os problemas da Terra. Ele já havia lido nos livros sobre como o planeta era antes do aquecimento global e ansiava por viver num planeta como era antes.
Porém, Caio cresceu e a vontade de ser mágico passou, mas não a de viver num mundo melhor. Por esse motivo, ele alistou-se nas forças de paz enviadas para a guerra na Índia.
Lá, ele fez questão de ajudar e proteger várias famílias. Ele tinha um carinho muito grande por aquele povo que vivia em situação de miséria, mas riqueza de espírito e cultura.
Foi quando Caio teve a segunda maior decepção de sua vida: ele quase morreu numa tocaia armada por uma das famílias que ele tanto ajudou.
Ao sair do hospital, Caio jurou nunca mais lutar por um mundo melhor. Ele decidiu assim dar baixa e viver como civil.
A vida de civil não era muito melhor. Caio era muito inteligente, mas somente conseguia vagas como segurança particular, ou outro cargo que exigisse seu físico, uma consequencia de ter sido um soldado.
Tudo mudou quando Caio viu um comercial da Viguroh em busca de agentes de segurança para trabalhar em Marte. Um pouco cético, aceitou a proposta.
A viagem durou 3 meses. Caio manteve-se ativo na viagem, uma vez que a falta de gravidade prejudica muito o físico. Ao chegar, ele foi tratado no Instituto Hospitalar Viguroh, onde conheceu Gabriela Caetano, uma médica pesquisadora que o ajudou bastante a se adaptar ao solo marciano.
Foi assim que sua vida começou a mudar para melhor. A Viguroh cuidava muito bem de seus funcionários, principalmente os agentes de segurança. Ele ganhou uma casa da empresa, sua alimentação era preparada com os melhores ingredientes, tanto os cultivados em Marte, quanto os que chegavam da Terra, tinha um bom salário, plano de saúde com cobertura total, enfim, o sonho de muitos altos-executivos da Terra.
Com tudo isso, Caio sentiu-se muito mais estimulado. Treinava com mais dedicação do que qualquer outro colega, estudava o que era necessário e o que poderia vir a ser importante.
-A Viguroh é a minha vida! - dizia com orgulho.
Foi assim, até aquela infame manhã...

0 comentários:

Postar um comentário

ANTES DE COMENTAR:

- não escreva em CAIXA ALTA;
- não divulgue links;
- não escreva com miguxês, internetês e similares;
- respeite as opiniões apresentadas.

Obrigado.

 
T.E.C. © 2010 | Designed by Trucks, in collaboration with MW3, Broadway Tickets, and Distubed Tour | Customized by Sybylla