Experiência na Bienal

Assim como a palavra Universo perde muito em tradução da palavra Jrotala para os Briees, Fantástico é uma palavra que pouco descreve a experiência de lançar um livro na Bienal do Livro de São Paulo.
Sou um escritor de ficção científica, algo que não está na moda (como vampiros), assim, escrevo para um público restrito, porém, conforme percebi, muito fiel.
A concorrência é muito forte. E eu confesso que não estava surpreso com as poucas vendas dos primeiros dias.
Porém, no decorrer dos dias, isso mudou radicalmente.
Meu primeiro dia foi dia 14. Fui sozinho pois minha esposa precisava cuidar dos filhotes que eu estava vendendo. Eu mesmo vendi 3 livros e pude conhecer pessoas interessantes, assim como outros autores da Multifoco.
O legal desse dia foi conversar com Jonas, um autor (livro Projeto D.E.I.S.)que também trabalhava com jogos para computador. De cara, ele ficou muito interessado em meu livro para criação de um jogo. De fato, quando concebi o universo ficcional por trás de meu livro, eu desejava criar um universo amplo, como Star Wars, capaz de conter outras narrativas independentes da história principal, o que é perfeito para elaboração de jogos e RPGs.
Foi um dia arrepiante, literalmente falando, pois fui de camiseta e jeans num dia frio paulistano. Precisei partir às 17h ou eu "partiria no meio" de tanto frio.
Domingo não foi menos frio, mesmo indo agasalhado. Neste dia fui com meu amigo Mauricio Rett (www.cartunista.com.br). Fui de carona. Ele foi à bienal para comprar meu livro e encontrar outros colegas cartunistas.
Aqui vale uma curiosidade interessante: Mauricio foi o primeiro desenhista da capa de meu livro. Porém, seu estilo cartoon levaria as pessoas a julgarem meu livro como literatura infantil, o que não é: ele se destina a públicos jovens e maduros (embora eu tenha tido o cuidado de escrever um texto que também pudesse ser lido por pré-adolescentes). Sempre digo: se meu livro virasse filme, posso dizer que seria censura livre. Eu até tentei colocar o desenho dele no interior do livro, mas não teve jeito. Quem desenhou a capa foi um amigo dele, desenhista independente para revistas de heróis norte-americanos. Não posso dizer que eu deveria ter um outro tipo de capa pois ela atraiu muitos jovens, que serão as grandes mentes deste planeta daqui a alguns anos.
Neste dia eu conheci o editor chefe da Editora Tarja e um escritor que trabalhava na embaixada da França (quem sabe meu livro não é lançado lá?).
O próximo dia foi 18, uma quarta-feira. Neste dia eu já tinha "despachado" meus filhotes para uma pet shop, então minha esposa foi junto. Até este dia, mais da metade dos meus livros que a Multifoco levou já haviam sido vendidos.
Neste dia as escolas estavam em peso, mas tive um sério contratempo: o cartaz no meu estande com a capa de meu livro havia caído. Fiquei chateado pois, com as escolas por lá, estavam muitos jovens, o principal público de meu livro. Minha esposa disse: "não fique assim: quem vem em excursão para a Bienal não vem trazendo tanto dinheiro assim para comprar livros."
Realmente pude perceber que ela estava certa. Muitos jovens iam com o dinheiro contado. Mas daí tive uma surpresa extremamente agradável: alguns jovens se interessaram mas não puderam comprar. Mas foi aí o mais bacana: eles começaram a fazer "vaquinha" para comprar meu livro. Se eles estiverem acompanhado este blog, por favor, deixem seus comentários.
No final da noite, participei de um interessante debate sobre ficção científica e comprei o livro Nano, de R. Marcchi, uma interessante ficção científica da Multifoco.
Dia 21 não pude ir, pois precisei ir a um casamento. Minhas desculpas a todos que me procuraram lá.
Dia 22, o último dia, faltaram apenas 4 livros para serem vendidos (até as 18h, quando fui embora). Neste dia vendi um livro a duas amigas que, inicialmente, não gostavam de ficção científica, mas ficaram tão empolgadas com o livro que decidiram levar para experimentar o gênero. Espero que se tornem leitoras fiéis.
Precisei comprar uma nova caneta no estande da frente. Eu havia esquecido a primeira em casa. Posso dizer que pude ajudar duas vezes os deficientes visuais (o estande da frente).
Voltei com o cartaz do meu livro. Esta semana vou mandar emoldurar.
No mais, agradeço muito a todos que vieram e a todos que têm acompanhado este livro. Quem tiver interesse em adquirir o livro, logo estará disponível para compra no site www.editoramultifoco.com.br

1 comentários:

  1. Mauricio Rett disse...:

    Legal saber que a experiência está valendo a pena. Parabéns! Aproveito para agradecer a citação ao meu nome, com direito a link pro site :-) Abraços

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