Conto (capítulo 1) - NÃO SE MORRE MAIS COMO ANTIGAMENTE

Ah! Os bons tempos! Quem nunca teve vontade de viver numa época onde a vida era mais simples? As pessoas se respeitavam mais? Não existia correria e os empregos eram mais estáveis? Sim, nesta época podíamos encontrar mais facilmente pais de família felizes e satisfeitos.
Esta é a vida de João da Silveira. Ele é um feliz trabalhador da Mata Pragas S.A., uma empresa desenvolvedora de pesticidas para o setor agrícola, um forte setor na região. A cidade é Nossa Senhora das Nuvens Brancas, uma pequena cidade de 50.000 habitantes, mas relativamente grande em relação às suas vizinhas.
Como todo trabalhador desta época, ele chega no horário de trabalhar. Às vezes atrasa, mas sua empresa não tem relógio de ponto e o gerente de seu setor não se aborrece, pois João é um excelente trabalhador. Sempre chega com um sorriso no rosto e faz amizades facilmente.
João é assistente de gerente. Mexe com papéis o dia todo. Quando cansa, pendura o paletó na cadeira, como muitos trabalhadores de sua época, e sai para tomar um cafezinho e dar uma volta pela empresa.
Neste dia em especial, todos estão alegres, pois um de seus companheiros de empresa vai se aposentar e todos no escritório decidem fazer uma pequena confraternização no horário de trabalho. Embora reuniões sejam motivo de atenção para os militares deste período, não há esta preocupação nesta pequena comunidade.
O gerente, Adailton Oliveira, faz um pequeno discurso e, ao final, todos abraçam o ex-colega. Comem um bolo de fubá, providenciado pela esposa de um dos colegas de serviço, e vão embora para suas casas.
Enquanto alguns funcionários saem com seus veículos (que vão de fuscas a opalas), João da Silveira prefere fazer uma boa caminhada.
É verão. O final do dia está bem iluminado. O caminho tem muito verde e podem-se ver crianças brincado e jogando futebol. Nisto, uma bola rola para perto de João. Dois garotos correm para perto dele. Com um sorriso, devolve a bola.
No caminho, João se lembra que precisa comprar pão. Assim, como todo bom pai de antigamente, João passa numa padaria. Pede quatro pães franceses, ou “pães de sal” como pedem todos os clientes desta época.
Por fim, João, um feliz trabalhador e bom cidadão dos velhos tempos, como todo dia, chega ao final de uma trilha afastada e pula dentro de um buraco de verme no tecido espaço-tempo...

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