CAPÍTULO 8 - O julgamento

- Eu posso ser seu advogado.
- Trec, não há advogados em julgamentos kabraq. – explicou Silas.
- O quê?! E como vocês executam a lei? Com espadas?
- O acusado faz a própria defesa, com a ajuda de um conselheiro em leis. – explicou Gano.
- E, depois, não quero sua ajuda. Você só me complica. Volte para o bracelete.
- Ei, eu não sou um gênio da lâmpada!
- Então desligue!
- O funeral é seu... – e desapareceu.
Um guarda kabraq chega à cela.
- Seu julgamento terá início agora.
Escoltados, Silas e Gano chegam a um pequeno tribunal. Lá estão um juiz kabraq e dois zortars. Há ainda um conselheiro pazenv, designado para Silas e seu amigo.
- Desejam conversar com seu conselheiro antes? – pergunta o juiz.
- Por favor. – concorda Silas.
Afastados, o conselheiro se apresenta.
- Seu pai me enviou. Meu nome é Prozto. Vocês foram acusados de roubar um artefato de um sítio arqueológico zortar.
- Desde quando zortars trabalham como arqueólogos? – duvidou Gano.
- Bom, ele quer o artefato de volta.
- Mas que artefato é esse? – ainda não sabia Silas.
- É o bracelete que está usando.
- Os caras ficaram loucos? Quem nos deu o bracelete foi o professor Carvalho, que eles, aliás, explodiram na órbita de Ranesk 3. O diário de bordo da Transfer comprova isso! – defendeu-se Gano.
- Eu já verifiquei. Realmente vocês receberam sem saber que era roubado. Assim, é só devolver o bracelete.
- Não é tão fácil, Prozto. O artefato não pode sair do braço do Silas sem matá-lo. – explicou Gano.
- Vamos começar o julgamento. – adiantou-se Silas.
- Já sabe o que vai falar? – confirmou Prozto.
- Sim.
- Como quiserem.
O conselheiro e os réus retornam. O juiz se levanta:
- Eu sou o juiz Gsodz e irei julgar entre os zortars e o humano.
- Sim! Queremos o que é nosso de volta! – reclamou um dos acusadores de muitos olhos e pele roxa.
- O bracelete não pode ser retirado do meu braço. Assim eu me entrego nas mãos dos zortars para me levarem e fazerem o que quiserem. – declarou Silas.
A resposta surpreendeu até os zortars.
- Silas, eles vão matar você!!! – exaltou Gano.
- Eu já estou morto há muito tempo, Gano. Meus pais, Kátia, reitor Biar, todos eles me mataram há muito tempo. Os zortars só vão completar o serviço. – respondeu Silas.
- Bom, acho que o humano deve ter a chance de se defender. – respondeu um dos zortars, surpreendendo a sala novamente.
- Não preciso. Podem me levar e me matar se assim o desejarem.
- Talvez estejamos confusos com relação ao artefato. Talvez não seja esse aí o que procuramos. – defendeu outro zortar.
Ninguém parecia entender nada na sala.
- Ele está se entregando a vocês e vocês não querem ganhar a causa? – não entendia Gsodz.
Neste momento, Trec materializou-se na sala.
- Eu posso explicar o motivo.
- Trec, agora não. – reclamou Silas.
- O que está acontecendo, Trec? – perguntou Gano.
- Simples, há uma nave zortar em órbita. A TEC captou as transmissões.
- Claro! É a nossa nave! – apontou um zortar.
- Nossos sensores sempre captam a existência de naves zortars mesmo camufladas. O planeta Kabraq sempre foi muito bem protegido. – disse o juiz.
- Captam a existência, certo? E não a quantidade?
- Isso mesmo, mas...
- Pode direcionar seus sensores para um ponto específico do céu?
O juiz entrou em contato com uma central, pedindo a sintonia fina no ponto desejado. A resposta foi surpreendente.
- Há uma nave zortar camuflada! Ela deve ter chegado do hiperespaço junto com a nave que veio para o julgamento! – respondeu a central.
- O que significa isso? – quis saber o juiz.
- Essa eu também respondo. Eles estão montando bombas que seriam lançadas da nave camuflada e destruiriam todo o sistema de defesa Kabraq. Uma pequena frota zortar está esperando para entrar no hiperespaço e tomar de assalto o planeta de vocês.
- Por isso eles querem que o julgamento demore! Para montar as bombas e dar tempo da janela do hiperespaço se abrir para a frota vir pra cá! – deduziu Gano.
Imediatamente os policiais renderam os zortars.
- Vocês vão se arrepender por isso! Os humanos e toda a Confederação! – ameaçava os zortars.
Uma vez retirados os zortars da sala, o juiz prosseguiu.
- Quem é você? – perguntou ao holograma.
- Sou um holograma de apoio da TEC: Tecnologia Estrelar Complementável, aparelho este criado pela brilhante raça humana da Terra.
- Nós o chamamos de Trec, juiz Gsodz. – explicou Silas.
- Eu o chamo de herói. Se os zortars tivessem conseguido, seria o fim dos Kabraq e, talvez, da Confederação inteira.
- Estamos livres, doutor Juiz? – perguntou Gano.
- De mim estão. Agora, dos jornalistas lá fora...

3 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Saudações! É bem legal a história e o desenrolar dos fatos. Mas os capítulos poderiam ser maiores na minha opinião.

  1. Augustus disse...:

    Achei muito rápido o desenrolar dos fatos, descreva com um pouco mais de detalhes entre uma cena e outra, ou insira o deslocar dos palcos de acontecimentos, está ótimo, por isso os ddetalhes nos prenderiam também.

  1. Narrador Briee disse...:

    Estou de volta das férias! Desculpem a demora nas respostas pois passei numa chácara onde não tinha nem sinal de celular.
    Desculpe a velocidade. As idéias vêm à minha mente muito rapidamente. Estou aprendendo a lidar com elas de maneira que elas saiam com melhor fluidez. Continuarei procurando melhorar.

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