PARADIGMAS ILKAGES - CAP 14

Fred estava sem saber o que dizer:
- Rogr... olha... você não pode contar sobre a Tess!
O  nativo estava sem entender:
- Mas por que não? Todos os patriarcas diziam que todo conhecimento devia ser compartilhado em sua tribo.
- Mas eu não sou de sua tribo.
- Não estou entendendo. Quando você me apresentou à sua guardiã, parecia algo muito comum. Algo que até nós devíamos conhecer.
- É, Fred. Por que ele não deve contar? - atiçou Tess.
- Obrigado pela ajuda, querida...-disse com ironia- Rogr, se você contar, não poderá dizer que matou o baruda. Isso não seria... uma desonra?
Rogr pensou um pouco:
- Não seria bem uma desonra... eu teria que caçar outro baruda.
- Mas esse já foi abatido. E, pelo pouco que lhe conheci, você não parece ser um caçador. Parece-me mais um pensador.
O ilkage enrugou a testa:
- É verdade... mas ele está todo chamuscado. Como explicar isso sem falar do seu dom?
Fred meditou por alguns segundos:
- Diga que o baruda foi abatido bem em cima de uma fogueira que usamos para chamar a atenção dele. Ou ocorreu uma tempestade e um raio caiu no bicho depois que ele morreu.
Rogr não parecia à vontade com a idéia.
- Não sei... nossos antepassados nos amaldiçoam quando mentimos para nossa família.
Fred começava a ficar impaciente:
- Rogr, de qualquer maneira você vai passar por louco ou mentiroso se contar, pois eu vou negar. E, se eu não confirmar, como você pode provar o que viu? É fantástico demais para acreditar, não acha?
O ilkage olhou para o baruda abatido. Respondeu sem olhar para Fred:
- É verdade... mas nossos antepassados saberão...
- Sabem nada! Estão mortos!
Rogr ficou indignado:
- Mesmo com esse espírito guardião você  diz que eles estão mortos? Tess, como você aceita guardar alguém assim?
- Ãh... Chavo tem muita paciência pois ninguém tinha paciência com ele... Fred, tenha respeito com os antepassados!
- Tá, tá, tá! Desculpe Rogr. Mas entenda que você pode voltar como herói ou como louco mentiroso. Não é melhor manter sua honra? Ninguém vai saber. Eu juro que não conto.
Depois de algum silêncio pensativo, Rogr respondeu:
- Está certo. Não vou contar sobre vocês...
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PARADIGMAS ILKAGES - CAP 13

Rogr estava completamente perplexo. É certo que os Ilkages são muito adaptáveis e prevêem muita coisa devido a seus sentidos apurados e mente estratégica, mas matar um baruda com um raio laser estava muito além das capacidades cognitivas dos nativos daquele planeta.
- Mas-mas... Como...? - balbuciava o ilkage.
- Explique isso para ele agora... - disse Tess com a ironia habitual.
Porém, foi essa observação ácida que levou Fred a ter uma brilhante (ou o mais perto disso) idéia:
- Vocês da sua tribo não têm isso também? É um dom concedido por Chavo: a Luz Biônica!
A expressão de Rogr ficava cada vez mais assustada:
- Mas... você nunca pareceu fiel ao seu patriarca! Nunca o vi em oração!
- Eu... não preciso! Falo diretamente com um anjo que me guarda e fala direto com Chavo. Tess! Apareça!
- O QUÊ??? - questionou a agente invisível.
- Sim! Apareça em sua verdadeira forma com seus trajes angelicais!

- Em classificação de estupidez, essa idéia não merece 5 estrelas. Merece 5 galáxias!!!
- Apareça, Tess!!! - pediu Fred como se entoasse um mantra.

Tess então apareceu. Ainda era a mesma afrodescendente que o piloto conhecera em seu primeiro dia, mas agora usava roupas ao estilo angelical:
- Oooooh! Estou aquiiiii!!! - falou num tom fantasmagóricamente irônico.

O ilkage ficou admiradíssimo. Tentou passar sua mão pela pseudo-divindade, que passou como se fosse uma miragem. Rogr recolheu o braço abruptamente assustado, e continuou a observar com atenção ainda maior.
- Isso... isso é fantástico!!!
Fred, com um sorriso de quem tem razão, perguntou a Tess:
- 5 galáxias pequenas, do tamanho de Leo-T?
- Mal posso esperar para contar a todos da aldeia!!! - exaltou o nativo.
- Não. 5 do tamanho de Andrômeda... - respondeu a holograma.
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PARADIGMAS ILKAGES - CAP 12

O animal vinha desembestado na direção de Fred. Mesmo que corresse na direção das árvores, não conseguiria subir a tempo e, mesmo que conseguisse, talvez a força da criatura conseguisse derrubar a planta.
- O baruda vive aqui pois a neblina umedece o pescoço e protege do sol! O laser pode acabar com ele! - deduziu Fred rapidamente.
- E se o nativo te ver? - perguntou Tess.
- Não tenho escolha!
- Vou projetar uma mira nos seus olhos. Acerte o pescoço! Se errar, não dá tempo de atirar de novo!
- Obrigado pelo apoio! - respondeu com ironia.
Fred apontou o braço com a TES na direção do animal. À medida que movimentava, uma mira acompanhava o movimento. Mas ainda assim era difícil mirar. De repente, uma idéia maluca ocorreu ao astronauta: ele sentou-se no chão.
- O QUE VOCÊ... - começou a gritar Tess.
- Dispare o laser quando eu apertar o meu punho. - ordenou o portador da TES.
Foi coisa de segundos, mas para os envolvidos era uma sensação em câmera lenta. O baruda aproximava furioso, aos trotes. Chegou em Fred e levantou as patas dianteiras para esmagá-lo. Neste momento, o humano teve uma clara abertura do pescoço da criatura. Com o braço já posicionado, moveu na direção certa e apertou o punho. Um forte jato amarelo de energia saiu do braço, atingindo em cheio o pescoço do inimigo.
Num rolamento rápido, Fred foi para a direita e o animal caiu para a esquerda. Este ainda estrebuchou por dois segundos e morreu. Seu pescoço estava todo queimado.
- Essa foi por pouco. - comentou o piloto aliviado.
- Fred... - chamou Tess em determinada direção. Fred virou-se e viu o que mais temia: seu companheiro de caça, com o rosto assustado, olhando para ele.
- C-como você fez para sair aquela luz do seu braço???
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PARADIGMAS ILKAGES - CAP 11

A densa neblina, ao poucos, se desfazia. É claro, aquele ambiente era permanentemente eneblinado, mas a visibiliade podia estar pouco ou muito prejudicada. Árvores negras permeavam o cenário, especialmente adaptadas para aquele lugar. O chão era firme embora as dunas de areia da praia estivessem próximas.
O sol se levantara há menos de uma hora, preguiçoso se comparado ao humano e ao ilkage que haviam se levantado bem mais cedo.
- Precisamos ter cuidado agora. Este é o território do baruda. – disse Rogr
Felizmente, Tess projetava diretamente nos olhos de Fred tudo que recebia no espectro infravermelho, permitindo que ele estivesse um passo à frente da perfeita visão dos nativos daquele mundo, conseguindo enxergar através daquela neblina.
- Garotão, não sei se viu, mas há algo vivo a dez horas de sua posição. Um pouco maior que vocês e está há cerca de 500 m. – comentou Tess.
O piloto chamou a atenção do companheiro:
- Eu acho que vi alguma coisa naquela direção.
Rogr estranhou. Estava difícil de ver até para um ilkage. Mas respondeu:
- Tem uma árvore relativamente alta ali perto. Vamos subir nela para podermos enxergar melhor.
Levou um tempo para subirem, uma vez que a planta era íngreme e os galhos ficavam no alto, parecido com um coqueiro terrestre, mas ao chegar no topo, a neblina já estava fina suficiente para um bom avistamento:
- Você estava certo, Fred! Olha lá!
Fred olhou. De fato, a criatura das lendas parecia-se com uma lhama, com pernas traseiras grossas e, em seu pescoço, podia-se ver inúmeras bolhas avermelhadas, cobrindo todo o longo membro.
- Você deve estar orando bastante para Chavo, pois eu não estava conseguindo enxergar esse animal de onde estávamos. – deduziu o nativo.
- É isso mesmo – concordou Fred – mas o que é aquilo no pescoço daquele bicho?
- É a arma dele. Ele ataca dando pescoçadas e o mínimo toque naquelas bolhas a fazem explodir soltando um veneno que causa tanta dor que pode matar alguém.
Tess fez sua análise:
- Levando em conta este ambiente úmido, aquela parte do corpo do baruda deve ser coberto de células modificadas parecendo com o sistema de defesa de uma água-viva.
- Mas é mortal?
- Claro que é! Eu acabei de falar! – respondeu Rogr pensando que era com ele.
- Talvez só para os ilkages, que têm sentidos muito apurados, mas é melhor você tomar cuidado com essa coisa... – respondeu Tess para Fred.
- Bom... e o que vamos fazer?
- Preciso caçar este animal, mas preciso estar próximo para acertá-lo com uma flecha.
Fred pensou meio segundo:
- E se eu o espantasse na sua direção?
- O baruda? É mais lógico que ele o ataque por estar em seu território.
- Então... você se esconde e eu o atraio. Tem mira boa?
- Tenho... seu plano pode dar certo. Mas precisamos estar contra o vento para que o baruda não detecte minha presença.
- Perto daquela pedra grande você pode se esconder. Eu chamo o bicho perto daquelas árvores e você atira sua flecha.
O ilkage concordou. Enquanto desciam da árvore, Tess resmungava:
- Você quer mesmo ser astro em velório!
- Que graça teria a vida sem essas aventuras?
Fred fez a aproximação por um campo cheio de árvores a oeste de onde estava o baruda. Rogr se posicionou ao sul, ao lado de uma grande pedra, ao lado de um barranco encostado na praia. O vento contornava a praia, evitando que os atacantes fossem percebidos.
- Você podia me deixar aparecer onde você quer para chamar o animal. Ele não pode me machucar. - tentou chamar à razão Tess.
- Sem graça! - respondia enquanto chegava lentamente.
Finalmente todos a postos, Fred gritou para o baruda:
- Ei, seu bicho feio! Por que não compra uma blusa com gola rolê?
O baruda imediatamente levantou a cabeça. Viu Fred e correu na sua direção, com a cabeça parcialmente abaixada.
Os ilkages dizem que nunca erram, mas podem desleixar. Naquele dia, Rogr não calculou a umidade que estava no chão e, ao posicionar a perna atrás para atirar, seu pé escorregou, o levando a cair no barranco, deixando Fred sozinho frente a frente com o baruda...


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Abraços!
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PARADIGMAS ILKAGES - CAP 10

Fred voltava da mata com duas belas frutas de textura rugosa e macia. A cor era de um vermelho vivo com sua tonalidade tendendo ao laranja. Elas tinham quase o dobro de tamanho do punho de Fred.
- Estas frutas são gostosas mesmo. Mal posso esperar para o "Copo Infinito" fazer suco para mim. - disse o astronauta referendo-se ao dispositivo chamado CHAVE, um apelido jocoso que ele dera ao objeto.
- O "Copo Infinito" só precisa de umas gotas pra fazer suco, Fred. Pra que trazer duas frutas desse tamanho? - questionou Tess, invisível.
- Tenho que comer também, não é?
De repente, Tess desapareceu. Fred ficou surpreso:
- O que houve?
A voz de Tess novamente soou em seus ouvidos:
- Meus sensores detectam um nativo por perto!
O piloto não precisava alterar sua aparência. Por medida de segurança, ele permanecia o tempo todo em seu disfarce holográfico. Ao longe, perto de onde vivia, Rogr parecia caminhar lentamente.
- Rogr! Como você está? - cumprimentou Fred com entusiasmo.
O nativo ficou um pouco confuso:
- Eu estou andando no campo, assim como você. Por que perguntou isso?
O humano ficou um pouco desconcertado. Explicou:
- Em meu clã, nós nos cumprimentamos assim.
- Ah... Fred! Como você está? - repetiu Rogr, tentando fingir o mesmo entusiasmo.
Fred quase riu, mas tentou se manter sério.
- O que você está fazendo por aqui? Caçando?
- Não, estou indo cumprir meu ritual de crescimento. Vou caçar um baruda.
Fred se assustou:
- Quê??? Esse animal perigoso vive por aqui???
Rogr sorriu:
- Não se preocupe. O baruda só habita as terras baixas do mar.
Tess interveio:
- Há uma faixa litorânea ao norte. Ele deve estar indo para lá.
Fred ficou pensativo por dois segundos. Finalmente falou:
- Posso ir com você?
Tess ficou indignada:
- Você comeu fruta podre? Esse animal é perigoso!
- Eu estou curioso para conhecer este animal. E, depois, está um tédio aqui... - respondeu a Tess.
- Não precisa se explicar Chavo Chesperito Fred. É sempre bom estar preparado para qualquer desafio. - respondeu Rogr achando que a resposta era para ele.

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Desculpas pelo atraso

Devido a uma série de contratempos, não pude colocar os capítulos seguintes de PARADIGMAS ILKAGES.
A partir de 16/11 teremos novos capítulos,e, se Deus quiser, sem mais interrupções.
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PARADIGMAS ILKAGES - CAP 9

Após uma razoável caminhada, Fred chegou ao local onde estava seu abrigo. Sem dificuldade, achou a alça do alçapão e desceu uma pequena escada de pedra.
A gosma agora se encontrava no teto, iluminando tudo com uma pálida luz branca. O ambiente tinha o tamanho de um quarto de um hotel 4 estrelas. Uma cama no centro, lapidada na pedra com um colchão fabricado a partir das ervas daquele ambiente. Uma mesa e uma cadeira feitos em alvenaria, perto de uma espécie de microondas que podia, tanto esquentar como congelar. Uma pequena geladeira estava perto e, mais ao fundo, um banheiro com descarga e chuveiro.
- Este seu alojamento instantâneo é muito bom, Tess. - elogiou o astronauta.
- Tecnologia de ponta! Nanites, permanentemente, juntam água no ambiente para prover a descarga e o chuveiro. A nanotecnologia ainda permite separar os minerais do ambiente a ponto de ser possível construir aparelhos tecnológicos com a matéria prima localizada.
Fred pegou a Contra-Chave:
- Estou com sede. Como isso funciona?
- Basta colocar na boca e beber como se estivesse cheia. A água surge instantaneamente.
Fred realizou o procedimento. A água era fresca e gelada. Logo se satisfez.
- Você ainda pode criar sucos com as frutas daqui. Basta espremer algumas gotas do que quiser.
- Mas como vou saber se uma fruta é boa ou não?
- Essa parte você pode deixar comigo, garotão.
E, de fato, Tess ajudou na sobrevivência de Fred. Ela fazia análise de tudo no ambiente e dava sugestões de quais animais seriam fáceis de caçar. Nem sempre a comida e a bebida estava ao gosto do humano, mas este nunca passou fome.
Como seu abrigo estava longe da aldeia e ninguém o achava, nos raros encontros com os ilkages Fred não tinha problemas.
Assim foi por meses, até aquele dia...
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PARADIGMAS ILKAGES - CAP 8

O espetáculo chegou ao fim. Acompanhado por Aikobe, Fred lhe perguntou:
- Ritlo realmente joga seus inimigos no vulcão?
- Ninguém sabe com certeza. Dizem que não existe ninguém fraco ou doente no clã Nazo e os inimigos, vencidos, simplesmente desaparecem. Mas podem existir muitas explicações.
- É verdade... Mas o que acontece com os clãs conquistados?
- Desaparece...
- O quê? Um clã inteiro???
- Oh, não. Quis dizer que o clã, como uma família que segue a seu deus, desaparece. A maioria jura obediência a Nazo e se torna parte deste clã. Uma verdadeira abominação.
- E quem não jura...?
- Desaparece também.
Fred balançou a cabeça. Logo chegaram a uma pequena tenda.
- Pode dormir aqui, Fred do clã Chavo. Que sua noite seja tranquila.
Fred entrou na tenda. Uma vez fechada, Tess apareceu:
- Parece que chegamos no meio de uma guerra mundial!
Fred sorriu:
- Que exagero... Mas as coisas estão bem quentes aí fora. Foi muita sorte esse tal Ritlo descobrir a pólvora e como utilizá-la antes das outras tribos.
- Eu não diria "sorte": o clã dele está perto de um vulcão, que é um ótimo lugar para conseguir enxofre. Basta um pouco de salitre, que pode ser extraído de esterco, e o carvão, dependendo das plantas deste planeta, pode ser vegetal.
Fred já estava deitado numa esteira de palha, feita a partir de plantas daquele planeta:
- Estou tão cansado que consigo dormir aqui mesmo...
E realmente fez isso.
Acordou pela manhã. Tão logo seu disfarce ficou pronto, saiu da barraca. Aikobe o olhava com estranheza.
- Já estava preocupado. Você dormiu muito tempo!
Sussurrando, perguntou:
- Quanto tempo dormi, Tess?
- 7 horas e 43 minutos. - Respondeu muito baixo.
- Tess de novo? Eu não entendo por que você pergunta a si mesmo e consegue se responder sem mexer os lábios num voz diferente. - desabafou Aikobe.
Fred ficou atônito:
- Eu... eu... você escuta minhas conversas?
- Todo mundo escuta! Fla nos dá sentidos apurados! Chavo não dá pra você também?
- Bom... Ninguém tem paciência com Chavo. Nós somos muito independentes!
- Hum... agora começo a entender: sem uma oração diária a Chavo, seus sentidos são muito fracos. Por isso conseguiram pegar você de surpresa à noite, não percebe estar sendo escutado e dorme tanto. A única coisa boa que percebi é que seu sono é muito mais tranquilo que o nosso. Muito relaxado.
- E consigo falar sem mexer os lábios, garotão! - respondeu Tess, prosseguindo com seu disfarce.
- É um dom interessante. Dado por Chavo?
- Sim! Sim! - respondeu Fred prontamente.
- Mas porque conversa consigo mesmo? E falando coisas que não compreendo?
- É um jeito que tenho pra pensar. Penso em coisas absurdas e falo comigo mesmo para que eu possa ter novas idéias. - improvisou.
- Hum... vou tentar isso... Mudando de assunto, já tenho uma lista de tarefas. Se quiser viver conosco, terá de executar algumas.
- Bom... eu não quero dar mais trabalho e já vou embora. Se eu precisar, voltarei. Prometo.
- Como quiser, Chavo Chesperito Fred.

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